A base virá ainda mais forte e o time profissional também. A projeção é do presidente do Sesi Vôlei Bauru Reinaldo Mandaliti, que fez um balanço positivo sobre a temporada passada e garantiu um "novo ano" ainda melhor. A levantadora Dani Lins renovou o seu contrato com a equipe bauruense, que busca manter uma base e trazer nomes de destaque do Brasil e do Exterior.
O time profissional do Sesi Vôlei Bauru está no mercado de contratações e a meta é se reapresentar em junho, para a pré-temporada. O Estadual tem previsão de início entre final de julho e início de agosto.
Ao JC, o dirigente avaliou equação investimentos x resultados, projetou um retorno ainda mais competitivo para a temporada 2021/22, tanto no time adulto quanto nas aspirantes, e espera que em dezembro o novo ginásio do Sesi impacte a cidade e o Estado.
JC - Como você avalia a temporada? Fica alguma frustração por não ter sido campeão?
Reinaldo Mandaliti - Foi positiva. O jogo é jogado. Só um vence. Ano difícil, devido a pandemia. Período em que estamos aprendendo a lidar e a fazer o Esporte em um momento de dificuldade. Tivemos 22 profissionais do time com Covid. Fomos finalistas do Paulista contra outro time de alto nível (Osasco). A falta de público prejudicou, porque se estivéssemos com casa cheia, o resultado seria diferente.
JC - O investimento continua o mesmo?
Mandaliti - Sim. Não temos o maior orçamento. Temos o quinto, atrás de Sesc Rio, Praia (Clube), Minas e Osasco. Estou muito feliz pelo retorno esportivo e de mídia. Foi recorde o tempo de exposição dos nossos patrocinadores em TV porque os jogos decisivos tiveram cinco sets. Foram 33 jogos ao vivo. Só faltou título, mas acho que esse ano conseguimos beliscar uma conquista.
JC - Qual análise do trabalho do técnico Rubinho, que chegou no decorrer da temporada?
Mandaliti - Primeiramente quero agradecer ao nosso ex-técnico Anderson (Rodrigues), que fez um grande trabalho. Houve um momento que precisamos fazer a troca. E o Rubinho é um treinador numérico e estrategista. E ele dará continuidade e observará as categorias de base. Rubinho acredita muito nos jovens e na formação. O trabalho dele vai ser importante aqui.
JC - A base vem forte neste ano, então?
Mandaliti - Vem. Temos nove cidades com formação do Sesi, para as categorias sub-17, sub-19 e sub-21. Essa última, inclusive, vai disputar a Superliga C. Trouxemos o treinador Eduardo Gonçalves (ex-Pinheiros), que aposta na base para fornecer atletas ao time profissional. Foi escolhido a dedo. Revelou grandes atletas. Queremos que as divisões de acesso sejam jogadas por muitos anos pelas aspirantes.
Centros de treinamento da base do Projeto Atleta do Futuro do Sesi estão em Bauru, Agudos, Lençóis Paulista, Jaú, Botucatu, Marília, Garça, Ourinhos e Pederneiras.
JC - Em qual medida a pandemia prejudicou as categorias de base?
Mandaliti - O projeto Sesi e do Vôlei Bauru é formação de atleta. E a pandemia prejudicou muito esse trabalho. Por isso o nosso time profissional ainda não está totalmente pronto para entrar em quadra e disputar um campeonato com 80% dele formado por atletas das categorias de base. Mas esse é o futuro. Vamos aumentar a produção de atletas e disputar todos os campeonatos. Queremos que Bauru seja o maior celeiro paulista do voleibol feminino.
JC - A finalização da construção do ginásio do Sesi do Horto também será uma grande mudança para o time. Qual a importância e o impacto disso para o Sesi Vôlei Bauru?
Mandaliti - Não podemos esquecer o Paulo Skaf. Quando fechou a parceria conosco, deu a sua palavra e cumpriu. A pandemia prejudicou as obras e foi preciso mudar de construtora. Um presente para Bauru. O ginásio com capacidade de 5.500 pessoas vai mudar a cara do esporte da cidade. Moderno e de última geração. A previsão para ficar pronto é dezembro. Obra a todo vapor. Estamos muito animados.