Política

Eliseu Areco: 'apenas' R$ 500 milhões resolverão o abastecimento de água

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que analisa a execução do Plano Diretor de Água (PDA) promoveu nesta sexta-feira (21) nova rodada de oitivas. Participaram 5 ex-presidentes do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru.

Na parte da manhã, foi ouvido Giasone Albuquerque Cândia, que comandou a autarquia entre 2013 e 2016; que prestou contas das ações e projetos realizados pelo DAE durante sua gestão, e confirmou as dificuldades financeiras, já declaradas pelo ex-prefeito Rodrigo Agostinho (PSB) à CEI, para implantação de mais etapas do PDA.

O segundo a ser ouvido, Éric Edir Fabris, ponderou a capacidade da autarquia em dar andamento ao PDA ao mesmo tempo de projetos da construção da ETE e reforma da ETA. "Não estavam preparados para executar os três planos", afirmou. Também mencionou a criação, em sua gestão, do Plano de Contingência de Estiagem, que foi priorizado à implantação do PDA, e a implantação da setorização das linhas de distribuição de água, que consta do Plano Diretor. Para a presidente da CEI, Estela Almagro (PT), Fabris afirmou que não houve em sua gestão discussões sobre a possibilidade de buscar recursos em financiamentos ou no Fundo de Tratamento de Esgoto para execução do PDA.

Luiz Célio Bucceroni (setembro a dezembro de 2016) informou em seu depoimento que sua principal tarefa era combater os vazamentos, mas que ele também deu início ao projeto de setorização da rede. Bucceroni defendeu a troca de hidrômetros como medida de recuperação de receita.

SEGUNDA RODADA

No período da tarde, o primeiro a depor foi Eliseu Areco Neto, presidente do DAE entre 2019 e 2020. Em um longo depoimento, destacou entraves da gestão pública e problemas com recursos humanos para atingir os objetivos do departamento. Questionado pelo vereador Coronel Meira (PSL), discordou da afirmação de que o DAE é superavitário explicando que a suposta sobra de recurso ocorre justamente porque as obras não são realizadas. Em sua opinião, é preciso um novo modelo de gestão.

Eliseu afirmou que, com dados atualizados, para resolver os problemas de captação, tratamento, distribuição e abastecimento de água, em Bauru são necessários cerca de R$ 500 milhões, diferente do que divulgou o atual presidente Marcos Saraiva, que apontou a necessidade de R$ 6 milhões para resolver o problema de curto prazo, com perfuração de poços.

O valor para solução definitiva, apontado por Eliseu foi corroborado por Flávia Thaís Oliveira de Souza, gestora do DAE entre janeiro a abril deste ano, e última a depor. Flávia defendeu o reajuste de tarifas como opção para aumentar o faturamento, desde que a autarquia melhores a entrega do produto.

A próxima sessão da CEI foi marcada para o dia 26 de maio, a partir das 8h, e espera ouvir os ex-presidentes do DAE André Luiz Andreoli (dezembro/2010 a dezembro/2011) e João Carlos Herrera (interinamente - março/2019 a abril/2019); e, por último, no período da tarde, às 14h, o ex-prefeito Clodoaldo Gazzetta (2017-2020) também deve prestar informações aos parlamentares.

 

Comentários

Comentários