Nacional

Anvisa recebe novo pedido da Sputnik V

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o recebimento de um novo documento referente à vacina russa contra a Covid-19 Sputnik V, proveniente dos Estados da Bahia e do Maranhão. Segundo a Anvisa, esse documento será "apensado ao processo de solicitação de importação da vacina e ainda será avaliada pela Anvisa como parte do novo pedido de importação".

A agência esclarece que as solicitações apresentadas pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central e pelos Estados Bahia, Maranhão, Ceará, Sergipe e Pernambuco já estão sendo analisados.

DESISTÊNCIA

Na quinta-feira, 20, a farmacêutica União Química, representante brasileira do Instituto Gamaleya, responsável pelo desenvolvimento da vacina, desistiu de realizar estudos clínicos da Sputnik V no Brasil. O pedido de desistência foi encaminhado à Anvisa após a empresa não apresentar todas as exigências para dar início aos testes no País. Segundo a agência, a desistência não afeta o pedido de uso emergencial do fármaco.

ESTADOS

A Sputnik V já foi autorizada em diversos países, a começar pela Rússia, onde foi desenvolvida. Esta semana o lote que já estava pronto no Brasil foi direcionado para a Argentina.

A nova requisição confirmada ontem, foi apresentada depois que um pedido anterior, feito pelos governos do Maranhão, da Bahia, do Ceará, de Sergipe e de Pernambuco, foi negado pela Diretoria Colegiada da Anvisa em abril. Agora Bahia e Pernambuco assinam o pedido.

Segundo a diretoria da agência, não houve comprovação de segurança e eficácia, especialmente que não houve evidência de que o adenovírus usado na fabricação do imunizante não teria capacidade de replicação no corpo dos pacientes.Os representantes da Sputnik V, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, questionaram a decisão. Eles afirmaram que há segurança e eficácia e que o imunizante não possui risco de replicação do adenovírus.

Governadores de diversos Estados participaram da negociação das doses reuniram-se com os responsáveis pela fabricação da vacina para ter mais informações e discutir como atender às demandas da Anvisa, viabilizando a importação.

 

Comentários

Comentários