Londres - Autoridades de aviação europeias orientaram nesta segunda-feira (24) as companhias aéreas que trafegam pela UE a evitar o espaço aéreo de Belarus, depois de o governo de Alexander Lukashenko interceptar um avião da RyanAir que ia da Grécia para a Lituânia para prender um jornalista crítico ao regime. A União Europeia ainda estuda a aplicação de sanções contra a ex-república soviética.
O governo britânico orientou sua agência de aviação civil a evitar o espaço aéreo de Belarus. Medidas similares foram tomadas por Letônia e Lituânia, dois países vizinhos à ex-república soviética que abrigam dissidentes do regime.
Roman Protasevich, um jornalista de oposição que teve papel-chave nos protestos do ano passado contra Lukashenko, foi detido pouco depois do pouso em Minsk, junto da namorada. A passageiros que estavam no voo, ele disse temer por sua vida antes de ser levado por oficiais do serviço secreto bielorusso.
Quando o avião da Ryanair se aproximava do Aeroporto de Vilna, ainda em espaço aéreo bielorusso, foi orientado a desviar para Minsk em virtude de uma suposta ameaça de bomba. A aeronave foi escoltada por caças MIG-29 da Força Aérea. Nada foi encontrado a bordo.
Pratasevich foi acusado de terrorismo por seu papel nos protestos contra Lukashenko. Ele pode pegar mais de 12 anos de prisão depois que expôs a brutalidade da polícia do ditador.