Minsk - Em seu primeiro pronunciamento público sobre o desvio do voo da Ryanair, o ditador belarusso Aleksandr Lukachenko afirmou que agiu legitimamente, para proteger seu país de uma ameaça de bomba enviada da Suíça.
Na segunda, seu governo havia atribuído a ameaça ao Hamas, grupo islâmico que governa Gaza e negou a versão. "Hamas, não Hamas - não importa hoje. A tripulação tinha hora de tomar uma decisão. Tínhamos 123 passageiros de diferentes países e 6 tripulantes no ar sob ameaça", afirmou Lukachenko em discurso a parlamentares divulgado pela agência de notícias oficial Belta.
Segundo ele, foi o piloto da Ryanair que resolveu pousar em Minsk. Lukachenko sugeriu que os lituanos se recusaram a receber o avião.
Ele disse que o envio do caça seguiu todos os regulamentos e foi feito só após a mudança de rota para Minsk. "Não podia permitir que o avião caísse na cabeça do nosso povo", disse ele.