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Salles falta a reunião de conselho da Amazônia

FolhaPress
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, faltou a uma reunião do Conselho da Amazônia Legal nesta quarta-feira (26) e não enviou representante, o que provocou queixas públicas do vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB). Para o vice, o gesto do auxiliar do presidente Jair Bolsonaro é "falta de educação".

"Lamento profundamente a ausência do ministério mais importante, que não compareceu nem mandou representante, lamento profundamente", disse Mourão, ao final de encontro realizado no Palácio do Itamaraty. "Da forma que eu fui formado eu considero isso falta de educação."

Mourão chefia o Conselho da Amazônia, estrutura que coordena as ações de preservação no bioma mas que passa por um processo de esvaziamento.

O vice já entrou em choques anteriormente com Salles, que na semana passada foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de exportação de madeira ilegal.

Mourão foi questionado sobre os impactos da ação da PF tanto nos trabalhos do conselho quanto na imagem internacional do Brasil, mas evitou fazer comentários e disse que aguarda os desdobramentos da investigação.

PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), frustrou investida da Procuradoria-Geral da República (PGR) para blindar o governo Bolsonaro e seus principais aliados e barrou uma tentativa do órgão chefiado por Augusto Aras de tirar de sua relatoria a investigação que fez buscas contra o ministro Ricardo Salles e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim.

Moraes indeferiu nesta terça-feira (25) um pedido assinado pelo vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, para que os autos da Operação Akuanduba fossem enviados para a ministra Cármen Lúcia. A operação investiga benefícios a madeireiros.

Logo na primeira linha de sua decisão, o ministro do STF classificou o pedido da PGR para retirar a investigação de suas mãos como "suis generis" - expressão em latim que significa "peculiar". "Não há qualquer dúvida sobre a competência desse relator para prosseguir na relatoria", frisou. A PGR deve recorrer da decisão. 

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