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Chelsea e Manchester City se enfrentam em final bilionária


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Manchester City e Chelsea fazem uma final bilionária na Liga dos Campeões neste sábado. O termo "bilionário" é literal, não apenas modo de dizer. Presentes entre os dez clubes mais ricos do mundo, as duas potências do mercado investiram cerca de R$ 10 bilhões para a formação dos elencos que se enfrentam no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal, às 16h (de Brasília), para saber quem é o melhor da Europa na temporada 2020/21.

O clube comandado por Pep Guardiola desembolsou 928,2 milhões de euros (R$ 5,9 bilhões) para contratar jogadores. O Chelsea gastou pouco menos, cerca de 646,4 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões). A base de comparação são os valores de transferência do site Transfermarkt. 

A origem dessas fortunas têm denominador comum: bilionários estrangeiros cujos investimentos tiveram grande impacto na história dos dois clubes. Eles criaram um "antes" e um "depois". Até a chegada do russo Roman Abramovich, magnata russo dos setores petrolífero e mineração, em 2003, o Chelsea tinha apenas um título inglês, em 1955. Hoje ostenta seis, além de conquista continental em 2012. Foi o ápice do investimento que começou nove anos antes.

Já o City, cujo dinheiro sai de fundo de investimentos financiado pela família real de Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), quebrou jejum de 44 anos sem vencer o Campeonato Inglês. Ganhou em 2012 e, dali para frente, mais quatro vezes. 

O City pode ser considerado favorito para buscar sua primeira Liga dos Campeões. Alcançou três títulos ingleses nos últimos quatro anos, inclusive o da atual temporada, e possui o técnico mais badalado de sua geração. Em 11 temporadas, Guardiola foi nove vezes campeão nacional, mas o último de dois triunfos na Liga dos Campeões ficou lá atrás, em 2011, com o Barcelona. O treinador pode ter um desfalque: o volante Ilkay Gündogan, com dores musculares. 

O leve favoritismo esbarra no retrospecto recente diante do rival. A equipe de Thomas Tuchel superou o rival duas vezes em poucas semanas: a primeira foi na semifinal da Copa da Inglaterra e no último encontro do Campeonato Inglês. O time só sofreu cinco derrotas sob o comando Tuchel, desde janeiro.

O volante Kanté parece estar em todos os lados do campo. E raramente perde a bola. A arapuca parece armada: bloqueio defensivo à espera de oportunidade para contra-atacar. Tuchel é o primeiro treinador a levar dois clubes diferentes até finais consecutivas - o outro foi o PSG.

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