Economia & Negócios

Vacina como destino final

Estadão Conteúdo
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Nova York, Orlando e Miami sempre estiveram entre os destinos preferidos dos brasileiros. Ganharam mais um atrativo: a vacina contra a Covid-19. Após a divulgação da notícia, o buscador Kayak registrou alta de até 719% na procura por voos para essas cidades em maio, em relação a abril. O turismo da vacina já deu origem até a produtos criados para isso.

Formatado pela BWT, operadora com quase 2 mil agências credenciadas, o pacote de 20 dias custa a partir de US$ 2.799 (cerca de R$ 15 mil) por pessoa, com parte aérea e hotel no México e nos EUA. Assim como o passaporte de vacina, esse tipo de turismo é criticado por questões éticas, já que privilegia quem tem dinheiro.

O fato é que, sem previsão de imunização, muitos brasileiros avaliam a possibilidade de viajar. É o caso da secretária executiva Mariza, 40 anos, que preferiu ter apenas o primeiro nome divulgado. Ela deve ir para a Miami junto com os filhos. "Estamos, inclusive, avaliando a possibilidade de fazer um empréstimo", disse. "Com novas variantes mais agressivas e sem saber quando poderemos nos vacinar, estamos estudando todas as opções."

Mariza disse que vem sendo criticada por parte da família. "Eles falam que não é justo, que não é ético, que eu devia cobrar vacina para todos. É claro que quero vacina para todos. Mas seu posso tomar antes, se eu tenho condições, por que não? Vejo gente morrer por não ter tomado vacina dias antes. Fazemos isolamento, só saímos por necessidade, mas mesmo assim não me sinto segura", justifica.

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