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Pancadões da Covid viram alvo de força-tarefa em Araraquara

FolhaPress
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Ribeirão Preto - A pandemia de Covid-19 tem feito com que muitos organizadores de festas clandestinas desafiem a fiscalização, transferindo eventos de lugar para driblar equipes de combate e recebendo fiscais a tiros.

É o que tem ocorrido em Araraquara (a 273 km de São Paulo), onde uma força-tarefa que envolve equipes da Guarda Civil Municipal, das Vigilâncias Sanitária e Epidemiológica, do Procon, do setor de posturas e da sala do empreendedor, com apoio da Polícia Militar, tem atuado para coibir festas clandestinas até mesmo em meio a lavouras de cana-de-açúcar.

Monitoramento em redes sociais, denúncias recebidas da população e patrulhamento constante são as estratégias que as equipes adotaram para coibir as festas na cidade que se tornou símbolo no estado do avanço da variante brasileira do coronavírus, considerada mais agressiva e apontada como responsável pelo crescimento expressivo da doença entre pessoas com menos de 40 anos.

São registrados com frequência problemas com festas clandestinas em bares e reuniões em áreas de lazer e chácaras, mas os pancadões preocupam devido às grandes aglomerações formadas. Seis em cada dez casos do coronavírus atingem pessoas de 20 a 49 anos na cidade.

"Já é a terceira semana seguida que ocupamos o espaço e eles migram para o interior de estradas de terra, para o meio do canavial", afirmou o secretário da Segurança Pública de Araraquara, João Alberto Nogueira Junior.

Com a transferência dos eventos para estradas de terra cercadas por lavouras de cana, a fiscalização também foi obrigada a ampliar a área de atuação.

A avaliação de Nogueira Junior é que as ações têm dado resultado. Não há por enquanto a tentativa de realizar o pancadão neste final de semana.

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