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34% dos fumantes aumentaram o consumo de cigarro na pandemia

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Durante a pandemia da Covid-19, 34% dos fumantes brasileiros passaram a consumir ainda mais cigarros. Os dados são de um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, nesta segunda-feira (31), foi celebrado o Dia Mundial Sem Tabaco. A Prefeitura de Bauru, inclusive, também promoveu ações para marcar a data (leia mais abaixo).

A pesquisa foi feita entre abril e maio de 2020. De acordo com o estudo, 12% dos brasileiros são fumantes. Dos 44 mil entrevistados pela Fiocruz, 34% das pessoas confirmaram que o consumo aumentou, sendo que 23% elevaram para cerca de dez cigarros por dia e 5% a mais de 20.

Em relação a gêneros, o crescimento do vício foi superior entre as mulheres. 38,3% de pessoas do sexo feminino declararam que estão fumando mais durante a pandemia de Covid-19, enquanto, entre os homens, esse índice foi de 30,2%.

Os pesquisadores acreditam que o aumento do consumo de cigarros na pandemia esteja diretamente ligado à piora da saúde mental nesse período, que tem registrado casos de ansiedade, depressão e insônia, por exemplo, com mais frequência.

ALERTA

Os dados preocupam, principalmente ao considerar que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 443 pessoas morrem a cada dia por causa do tabagismo no Brasil, sendo que 161.853 mortes anuais pelo hábito poderiam ser evitadas. O hábito provoca enfermidades graves, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), problemas cardíacos, cânceres, pneumonia e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Ainda de acordo com o Inca, o tabagismo é causado pela dependência química da nicotina, substância também presente no cigarro. Diante disso, para conter o avanço no País, é importante oferecer tratamento pelo sistema de saúde aos que desejam parar de fumar. Inclusive, existem algumas estratégias que podem ajudar as pessoas a abandonar o hábito (veja no quadro ao lado).

ESTÍMULO

Apesar do aumento do vício na pandemia demonstrado pela pesquisa da Fiocruz, o Inca aponta que o atual período pode ser visto como um estímulo para o cuidado com a saúde. "A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar, assim como a capacidade pulmonar, deixando a pessoa menos vulnerável a inúmeras doenças, dentre elas, a Covid-19", aponta o órgão.

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