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O PIB brasileiro: acima das expectativas

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, divulgou dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, indicador de geração de riquezas, e veio positivo em 1,2% no primeiro trimestre deste ano. Este resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetava 1% para o período.

A melhora da produtividade no campo, avanço nas atividades extrativas e o bom desempenho dos serviços, são alguns dos fatores que puxaram a atividade econômica para cima. A economia brasileira demonstra um vigor apesar de seus desequilíbrios. A inflação é uma preocupação, bem como a taxa de desemprego que atinge mais de 14 milhões de brasileiros. Está em curso a mudança de direção da política monetária, menos frouxa, isso sem contar a necessidade de reformas estruturais para sustentar o crescimento econômico de longo prazo. Mesmo diante de tantos desafios, o potencial da economia brasileira é inegável.

Considerando que está em curso um cenário mais otimista do ponto de vista sanitário, tendo como principal motivo o avanço da vacinação, tanto aqui no Brasil, como no resto do mundo, as projeções de crescimento da economia brasileira já apontam para um patamar acima de 5% para este ano. Podem ser projeções muito otimistas, mas não há dúvida que o ambiente de negócios melhorou. Independentemente de o crescimento do PIB atingir 4% ou 5%, o que está posto é que o segundo semestre promete. É evidente que o desempenho não será uniforme. Com problemas climáticos o setor primário perderá produtividade no segundo semestre. No setor secundário, a indústria de transformação ainda patina, e setores de bens de capital, terão desempenho em menor ritmo. O comércio e serviços também terão comportamento não linear. O consumidor ainda está ferido financeiramente, portanto, continuará seletivo, contudo, os mais abastados, tirarão o atraso, e movimentarão o mercado de bens supérfluos, e demandarão mais serviços, como os ligados ao turismo e lazer.

Mesmo em ambiente político conturbado, com CPI da Pandemia e discussões sobre as eleições presidenciais do ano que vem, tendo ainda que dar velocidade nas reformas administrativa e tributária, os agentes econômicos apostam no potencial da economia brasileira, em seu mercado consumidor, que combinado com o apetite internacional pelos produtos brasileiros, dão pano de fundo para este otimismo.

Neste contexto, é fundamental a equipe econômica do governo Bolsonaro manter-se firme nos aspectos técnicos, com rigor fiscal, não permitindo que decisões populistas tomem a cena, gerando um ambiente mais seguro para os negócios. Ceteris-Paribus (mantendo as variáveis constantes) é possível sim esperar desempenho econômico melhor do que o esperado para este ano. Os números do primeiro trimestre confirmam esta expectativa.

O autor é economista, presidente da Acib

 

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