Ribeirão Preto - Às 16h desta quarta-feira (2), agentes da Patrulha Covid, criada pela Prefeitura de Franca para fiscalizar o descumprimento das medidas restritivas na pandemia, chegaram a uma academia que funcionava de maneira irregular. Os responsáveis, segundo a força-tarefa, fecharam as portas ao verem a chegada dos fiscais, que não só decidiram ficar no local à espera da saída dos alunos como chamaram reforços para a ação. Chegaram equipes da Polícia Militar, Vigilância Sanitária e Guarda Civil Municipal, que já representavam dez veículos nas horas seguintes. E nada de os alunos saírem.
Houve inclusive trocas de turnos das equipes de fiscalização, feitas no próprio local, até que, cinco horas depois, os responsáveis e alunos, num total de 23 pessoas, começaram a deixar o imóvel, um a um, com os rostos cobertos. A saída ocorreu após a chegada de um advogado.
Mariela Toscano, responsável pelas Vigilância Sanitária e Ambiental da Secretaria da Saúde de Franca, diz que as equipes têm recebido muitas denúncias diárias de tentativas de furar o lockdown decretado na cidade para tentar conter a disseminação do coronavírus.
A academia foi interditada pela Vigilância Sanitária e os alunos foram autuados por descumprirem as restrições decretadas pela prefeitura. A reportagem procurou a academia por meio do contato divulgado por ela em redes sociais e a questionou sobre o ocorrido, mas não houve resposta.
As ações desenvolvidas pela Patrulha Covid, nome dado ao grupo criado pelo prefeito Alexandre Ferreira (MDB), são diárias e foram ampliadas desde a decretação do lockdown na cidade. Fiscais já chegaram a ser recebidos em festas por uma pessoa com uma arma na mão, mas até então não tinham precisado esperar cinco horas para fazer uma autuação como na noite desta quarta-feira.
Além da interdição da academia, foram feitos no mesmo dia autos de infração a supermercados e uma barbearia e expedidas seis notificações, a comércio ambulante, supermercados (dois), farmácia, restaurante e quadra de basquete. Outras 11 denúncias sem procedência foram checadas, em mercado, fábrica de calçados, supermercados e festas.
Nesta quarta, a cidade de 355 mil habitantes alcançou 696 óbitos na pandemia, com 30.522 casos confirmados da Covid-19.