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De lixeiras comunitárias a 'lixões'

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

Parte das lixeiras compartilhadas que ficam no perímetro rural de Bauru está fora de controle. Há queixas da população (sobre a morosidade na coleta) e da Emdurb (sobre excessos, despejos irregulares feitos pelos moradores e vandalismo). Abarrotadas e com coleta semanal, elas viraram "lixões".

Segundo a Emdurb, o Município possui aproximadamente 50 lixeiras comunitárias espalhadas pelos acessos a conjuntos de chácaras, distritos, áreas de sítios e fazendas. Em cerca de 40 delas, a coleta segue transcorrendo normalmente, três vezes por semana, segundo avaliação da empresa municipal. No entanto, há 10 lixeiras que saíram do controle, devido ao excesso de resíduos que são depositados, a maioria deles irregulares, dentro e fora das lixeiras.

De acordo com Sidnei Rodrigues, diretor do departamento de limpeza pública da Emdurb, estes 10 dispositivos precisaram ser reclassificados. Três deles estão situados na entrada do Distrito de Tibiriçá, onde, inclusive, em abril houve registro de incêndio em um destes locais.

Por lá, a população reclama com frequência ao JC sobre a demora em recolher o lixo acumulado. Os demais pontos são próximo ao radar do IPMet, Barra Grande, Rio Verde, região do posto do Lelei, Vale do Igapó, Chácaras Bauruenses e Santa Maria.

ALTERNATIVA

Sidnei explica que nestes endereços a Emdurb precisou adotar uma coleta diferente. Enquanto nas demais lixeiras comunitárias há uma equipe para todas elas com um motorista e quatro coletores, com remoção três vezes na semana, nas 10 problemáticas existe uma outra subdivisão com um motorista, três ajudantes gerais e um operador de mini carregadeira, além da necessidade de um caminhão basculante.

"Tudo isso demanda tempo. Nestes pontos, realmente, perdeu o controle. População joga de tudo, desde itens que são específicos de destinação em Ecoponto até animais mortos. Elas ficam superlotadas, principalmente após o final de semana. Ainda temos problemas com o despejo no chão, longe da lixeira e de fogo. Há nestes locais placas informando que a coleta seria três vezes na semana. Mas como necessitamos da BobCat e do caminhão basculante, só conseguimos passar nestas 10 lixeiras uma vez por semana", pontua Sidnei Rodrigues. O diretor acrescenta ainda que esse tipo de coleta tem um custo alto para a Emdurb, porque ela não está em contrato com a prefeitura e precisa ser melhor discutida junto com as secretarias do Meio Ambiente (Semma) e a de Agricultura e Abastecimento (Sagra).

O vereador Lokadora (PP) pediu à prefeitura, via Diário Oficial, novas lixeiras comunitárias no Jardim Ivone. Questionado sobre esta possibilidade, Sidnei explica que não é o perfil, porque o bairro fica no perímetro urbano e estes dispositivos compartilhados são destinados para áreas rurais.

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