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País se obriga a ter 'vacinação a jato'

Estadão Conteúdo
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Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ser procedente a informação de que 3 milhões de doses da vacina Janssen, contra a Covid-19, chegam ao Brasil próximas ao prazo final de validade. Os imunizantes devem chegar ao País nesta quinta-feira (10) e, segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o prazo de validade se estende até o dia 27 de junho.

"É um prazo mais curto. Isso foi pactuado com o Programa Nacional de Imunização, com Conselho Nacional de Secretários de Saúde Conass e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Conasems, e entendemos que temos que fazer uma estratégia para aplicar essas 3 milhões de doses num prazo muito rápido para não correr o risco de vencer vacinas", afirmou o ministro durante depoimento à CPI nesta terça-feira (8).

Segundo as recomendações do fabricante, o imunizante não depende de dose de reforço, sendo necessária uma única aplicação para a imunização.

CPI

Em depoimento à CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mudou a versão sobre o motivo de a infectologista Luana Araújo não ter sido efetivada para a Secretaria de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde. Após ter dito no Congresso que a não nomeação teria sido resultado de falta de "validação política", Queiroga disse nesta terça que a saída de Luana se deu em razão da divisão na classe médica sobre o tratamento precoce da Covid-19. Segundo o ministro, a decisão pela não efetivação partiu dele. "Não houve óbices formais da Secretaria de Governo e da Casa Civil", disse Queiroga. 

Segundo ele, o nome foi pensado porque a infectologista era uma colaboradora eventual do ministério. "E identifiquei qualidades técnicas que poderiam ser úteis, dai sua indicação para o cargo", disse Queiroga, segundo quem um novo nome para a secretaria deverá ser indicado até esta sexta-feira (11).

CONTESTAÇÃO

Os senadores confrontaram o ministro com as declarações dadas por ele mesmo no passado, e com o relato feito pela médica à comissão. Segundo Luana, Queiroga lamentou o fato de sua nomeação não sair, e disse a ela que seu nome não teria sido aprovado no governo.

Agora, Queiroga tomou a decisão para si. "Se a Luana falou dessa forma foi uma questão de entendimento dela", respondeu. "Não é restrição, é que mudei minha decisão", continuou.

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