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Demanda por compra de lotes é alta, mas a liberação de áreas segue lenta

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

O mercado imobiliário para aquisição de loteamentos abertos ou fechados está aquecido no Interior do Estado de São Paulo, inclusive na região de Bauru, apesar da pandemia. Porém, os processos de aprovações de projetos junto às Secretarias Municipais de Planejamento estão caminhando a passos lentos. O resultado disso é um problema no desenvolvimento urbano. Essa é a avaliação feita pela Associação das Empresas de Loteamentos e Desenvolvimento Urbano (Aelo) e pelo Sindicato do Mercado Imobiliário de São Paulo (Secovi), após os resultados da pesquisa trimestral de 2021, feita pela Brain Inteligência Estratégica, envolvendo 65 cidades de maior efervescência no Interior. Os municípios pertencem às regiões de Bauru, Marília, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Barretos, Franca, Itapeva e Metropolitana da Capital.

Segundo Fábio Tadeu Araújo, diretor da Brain, a pesquisa do primeiro trimestre de 2021 traz um recorte preocupante no sentido de que os estoques de loteamentos existentes estão se exaurindo, não acompanhando a alta demanda de vendas do mercado. Os motivos, segundo ele, envolvem a pandemia, que desacelerou os processos, mas também a burocracia nas trocas de gestões municipais que estão travando lançamentos de novos loteamentos. Em 2019, houve registro de 42.066 novos lotes para construção de moradias, enquanto que em 2020 despencou para 33.174.

Em relação ao 4.º trimestre de 2020 para o 1.º de 2021, houve uma queda no mercado de 50% no número de loteamentos e 54% na quantidade de lotes lançados. Segundo a pesquisa, Bauru e região têm apenas 620 loteamentos com disponibilidades para aquisição.

De acordo com a Aelo, está provado que, apesar das restrições de circulação, muitas famílias decidiram mudar de moradia, buscando regiões mais tranquilas, sabendo que podem recorrer à prática do home office, muitas vezes trocando a Capital pelo Interior, pela maior qualidade de vida.

VENDAS

Com relação às vendas, segundo Caio Portugal, presidente da Aelo, há otimismo e registro de estabilidade. Foram vendidos 9.553 lotes no primeiro trimestre de 2021, uma queda de 23,6% em comparação ao trimestre anterior (12.506), porém, são números dentro do esperado porque o segundo semestre, historicamente, é sempre mais aquecido. No entanto, houve crescimento de 2% nas vendas com relação ao mesmo período do ano passado.

"Na prática, a pandemia não afetou as vendas de lotes. Mas é preciso que haja aprovação de novos lançamentos. Com relação a Bauru, é um centro formidável, pujante. Esperamos que a atividade privada contribua para o desenvolvimento da cidade. Com novos lançamentos, o potencial de vendas é alto, podendo crescer mais de 10%", comenta Caio Portugal.

Ele acrescenta que a sequência do procedimento de lançamento passa pela pré-aprovação da prefeitura, depois têm os trâmites de registro ambiental, aprovação final do município e por último o registro imobiliário.

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