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Em São Paulo, Queiroga inaugura leitos e promete vacinar 160 milhões

Agência Brasil
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São Paulo - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, esteve em São Paulo nessa sexta-feira (11) para inaugurar leitos de terapia intensiva e de enfermaria no Hospital Municipal de Guarapiranga, no extremo sul da cidade.

Acompanhado do prefeito, Ricardo Nunes (MDB), Queiroga disse que o Brasil está apto a vacinar a 2,4 milhões de pessoas por dia. Desde o começo da vacinação o número máximo de doses aplicadas por dia foi de cerca de 1 milhão, menos da metade da capacidade estimada pelo ministro.

Queiroga prometeu vacinar todos os brasileiros acima de 18 anos até o final do ano, uma população de 160 milhões de pessoas.

"A perspectiva do mês de julho é satisfatória, haja visto a chegada de vacinas. Somente com a Pfizer, até setembro, teremos 100 milhões de doses e de setembro a dezembro serão mais 100 milhões de doses", afirmou.

Para isso seriam necessárias cerca de 320 milhões de doses, levando em conta que vacinas exigem duas doses para garantir a imunização.

USO DE MÁSCARA

Questionado sobre o parecer que desobriga uso de máscara para as pessoas que já tomaram as duas doses da vacina, que estaria sendo feito a pedido do presidente Jair Bolsonaro, o ministro disse que não é o censor do presidente.

Já o presidente recuou nesta sexta-feira da posição de desobrigar o uso de máscaras protetoras a vacinados ou já recuperados de Covid-19. Ao deixar o Palácio da Alvorada, ele repetiu que pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um estudo sobre o tema. Mas, ao contrário do que afirmara  anteontem, segundo ele a decisão final caberá ao ministro e, principalmente, a governadores e prefeitos.

"Quem vai decidir é ele (Queiroga), não o parecer. Se bem que quem define, na ponta da linha, são os governadores e os prefeitos. Segundo o Supremo, quem manda são eles", afirmou.

EQUÍVOCO

Bolsonaro retoma, no entanto, a posição equivocada de que o STF daria Estados e municípios autonomia sobre a União. A Corte, desde o ano passado, autorizou apenas que governadores e prefeitos possam adotar medidas mais rígidas no controle da pandemia.

 

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