Economia & Negócios

Vendas do comércio apontam crescimento de 1,6% em maio

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - As vendas no comércio tiveram alta de 1,6% no mês de maio em comparação ao mês anterior. O setor de materiais de construção voltou a ser destaque, com elevação de 4,8%. Os dados, nacionais, são do Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian e foram divulgados nesta sexta-feira (11).

De acordo com a pesquisa, todos os segmentos cresceram em maio, na comparação com o mês anterior, exceto o de combustíveis e lubrificantes, que teve a maior baixa do ano (6,8%). Supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas cresceram 1,7%; móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática, 3,2%; veículos, motos e peças, 2,8%; e tecidos, vestuários, calçados e acessórios, 3,5%.

"As restrições de funcionamento impostas aos comércios físicos nos meses de março e abril foram amenizadas a partir do início de maio, sendo assim, a presença mais ativa dessas empresas possibilitou um maior nível de consumo e uma leve aceleração das vendas", destacou o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

SALÁRIOS

Em abril, pelo quarto mês seguido, mais da metade das negociações salariais fechadas com empresas resultou em reajustes menores do que a inflação acumulada em um ano, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), e do Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Ainda que a lei proíba a redução das remunerações, sem o aumento real -quando o ajuste supera a inflação-, o resultado final para a vida prática é de um salário com o qual se compra menos.

Nos acordos e convenções de categorias com data-base em abril, o reajuste médio ficou em 5,6%. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 12 meses até março, usado como referência para essas negociações, estava em 6,9%.

De janeiro a abril, a variação real média ficou negativa em 0,57%, afirma o Dieese. A análise feita pelo departamento de estudos socioeconômicos aponta ainda que metade dos reajustes resultou em perdas iguais ou superiores a 0,18% para os trabalhadores.

Só 12,3% das negociações fechadas no período garantiram reajustes acima da inflação. Quase 6 em 10 (58,7%) terminaram com índices inferiores ao da inflação, com perda no poder de compra.

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