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Saldo primário dos estados

Paulo Panossian
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Já vimos esse filme lá pelos idos da década de 80 do século passado, em que a alta da inflação ajudava a alavancar a arrecadação dos governos entes federativos no País. E, como publica o jornal Valor, o saldo primário das contas dos Estados, mais o Distrito Federal, apresentaram um resultado positivo, como mais do que o dobro, entre o período de janeiro a abril, de 2020, que foi 26,03 bilhões, e, neste mesmo quadrimestre de 2021, que subiu para R$ 56,95 bilhões. O Estado de São Paulo teve resultado mais expressivo neste período com saldo de R$ 15,12 bilhões, contra R$ 7,96 bilhões em 2020. Lógico que, em abril de 2020, tivemos a atividade econômica prejudicada pela pandemia, com consequente queda da arrecadação. Porém, a inflação acumulada em 12 meses era de 2,4% até abril do ano passado, e neste ano chegou a 6,72%. E, com o efeito da alta preocupante da inflação, mais a recuperação econômica, foi o que propiciou um saldo primário positivo aos Estados e mais o DF, de R$ 56,95 bilhões, neste ano.

Mas, conforme projetam os especialistas, o índice inflacionário, que neste mês de junho chegou a 8,04%, deve fechar este ano entre 5,5% a 6%. Já que a valorização do real com a queda do dólar, mais a aceleração da vacinação contra a Covid-19, pode ajudar a derrubada do índice inflacionário, que só corrói os custos das empresas e bolso dos trabalhadores...

O autor é colaborador de Opinião.

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