Jaú - O vereador Maurílio Moretti, presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI), aberta na Câmara de Jaú, para apurar a utilização de recursos públicos no combate à Covid-19 no município, decretou, nesta terça-feira (15), sigilo absoluto ao trabalho de investigação da comissão.
Com a decisão, todos os documentos anexados ao processo, assim como os depoimentos de novas testemunhas, não serão tornados públicos até que o relatório final seja concluído.
De acordo com o presidente da Comissão, Maurílio Moretti, a medida foi tomada com o propósito de garantir a lisura do processo e evitar o vazamento de informações que possam atrapalhar as investigações. "Chegaram até mim relatos de que pessoas que integram a lista de testemunhas a serem ouvidas pela CEI estariam sendo procuradas por terceiros, por pessoas que não integram a Comissão. Então, para evitar qualquer tipo de prejuízo ao trabalho sério que nós estamos desenvolvendo, optei por decretar o sigilo", explica o parlamentar.
Ainda segundo Moretti, a decisão de não abrir ao público os novos passos da CEI contou com o apoio de quatro dos cinco membros da Comissão, que, além do presidente, é composta pelos vereadores Mateus Turini (relator), Chico Quevedo (secretário), Fábio Souza e Leandro Passos.
Os trabalhos da CEI foram iniciados no dia 10 de março deste ano e já estão na segunda metade dos 180 dias previstos para o encerramento das investigações. Desde então, os vereadores têm se reunido semanalmente para tratar de questões relativas à investigação do uso de recursos públicos, estaduais e federais, no combate à pandemia nos anos de 2020 e 2021. Recentemente, os parlamentares também incluíram na pauta de temas a serem apurados possíveis inconsistências na lista de pessoas vacinadas em Jaú.
Em princípio, o relatório final da Comissão Especial de Inquérito sobre a Covid-19 em Jaú deve ter a sua redação concluída até o dia 10 de setembro deste ano.