Polícia

Crime por ciúme: homem é preso por morte de corretor

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil, através da 3.ª Delegacia de Homicídios, órgão vinculado à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), prendeu, nesta terça-feira (15), um advogado de 52 anos apontado como o autor do homicídio do corretor de imóveis Márcio Adriano Nunes, de 47 anos, no último dia 9, em Bauru. O homem, cuja identidade não foi divulgada pelas autoridades, também acabou preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a polícia, ele tinha a intenção de se matar com o revólver calibre 22, municiado com cinco cartuchos, por conta do crime em questão.

Conforme o JC noticiou, o corretor acabou assassinado no momento em que mostrava uma casa disponível para locação, situada no Jardim Auri Verde. Ele foi esfaqueado quatro vezes na região do pescoço, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Titular da 3.ª Delegacia de Homicídios, o delegado Cledson Nascimento informa que a motivação do crime seria ciúme. A ex-companheira do suspeito, com quem ele conviveu por cerca de dez anos entre idas e vindas, estava namorando a vítima.

Ainda segundo Nascimento, as investigações envolveram a realização de entrevistas, a busca por imagens das câmeras de segurança do entorno da cena do crime e o uso de recursos tecnológicos. "Nós também fizemos um reconhecimento fotográfico junto aos motoristas de aplicativo que o levaram até o local onde houve o homicídio", complementa.

O delegado destaca que o advogado criou um perfil falso no WhatsApp com a foto e o nome de dois antigos clientes para atrair o corretor até a casa. A vítima, portanto, acreditou que mostraria o imóvel para um interessado em alugá-lo.

Com o avanço das investigações, os policiais civis fizeram uma campana para cumprir o mandado de prisão temporária contra o suspeito e o abordaram no momento em que ele se dirigia até um restaurante situado na rua Vivaldo Guimarães.

Na ocasião, o advogado teria tentado levar a mão até a cintura, mas desistiu da ação após ser advertido verbalmente pela equipe. Em seguida, a polícia constatou que ele portava uma arma de fogo.

Questionado, o investigado teria dito que pretendia se matar em razão do crime cometido. Além disso, os policiais civis cumpriram mandados de busca e apreensão na sua residência, localizada no Alto Paraíso, onde eles apreenderam um par de tênis. Equipamentos eletrônicos e um telefone celular também foram recolhidos para fins periciais.

Nos termos do Estatuto da OAB, fazendo o investigado jus ao direito de ser recolhido em cela especial, ele está em uma unidade adequada na região.

PRÓXIMOS PASSOS

O advogado cedeu o seu DNA para confrontá-lo com o material genético coletado na cena do crime. Ele também foi submetido a um exame de corpo de delito, que constatou uma lesão incisa não recente na testa, condizente com a luta corporal travada no momento do homicídio.

No início da tarde de ontem, ele indicou à polícia o local onde deixou as roupas e a faca usadas no crime. Os policiais, de fato, encontraram os objetos no lugar informado: uma ponte entre Bauru e Piratininga.

Comentários

Comentários