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EUA: ajuda trilionária do governo Biden e vacinas turbinam retomada


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Washington - Um ano e cinco meses após o registro do primeiro caso de Covid-19 no país, os EUA vivem uma rápida e surpreendente recuperação econômica, ancorados em um modelo diferente de tudo o que já aconteceu na história recente americana. Os pacotes de socorro econômico, com trilhões de dólares patrocinados pelo governo federal, e a campanha bem-sucedida de vacinação impediram danos macroeconômicos mais graves e prepararam o terreno para uma retomada impulsionada pelo consumo.

A velocidade dessa melhora, no entanto, também acelerou turbulências que costumam aparecer somente no fim dos ciclos de recuperação, como a falta de suprimentos e de mão de obra e o aumento da inflação.

Em maio, o governo dos EUA anunciou crescimento de 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, em dados anualizados. No trimestre anterior, a alta havia sido de 4,3%, índice que tem sido acompanhado pela queda do desemprego - que chegou a 14,8% em abril de 2020 e agora está em 5,8%.

Responsáveis por cerca de 70% do PIB americano, os gastos com consumo subiram 11,3% no primeiro trimestre, com destaque para as vendas de bens duráveis. Aumentaram também os gastos com restaurantes e viagens, conforme a reabertura do país foi colocada em marcha sob o avanço da vacinação.

Desde dezembro do ano passado, os EUA já imunizaram com ao menos uma dose 53% da população, e o presidente Joe Biden previu o novo normal para os americanos a partir de 4 de julho. Em nota, o Departamento de Comércio disse que a escalada do PIB reflete "a continuação da recuperação econômica, a reabertura dos estabelecimentos e a resposta contínua do governo relacionada à pandemia".

O texto se refere à rápida reação do Congresso americano diante da crise. No total, os parlamentares aprovaram cerca de US$ 5,1 trilhões (R$ 25,7 trilhões) em ajuda a famílias e empresas, com estímulos fiscais, rodadas de pagamento direto aos americanos e o complemento de US$ 300 (cerca de R$ 1.500) por semana ao auxílio-desemprego oferecido pelos estados.

A ofensiva econômica - atrelada à política monetária do Fed, o banco central dos Estados Unidos, que tem mantido os juros básicos próximos de zero - foi ampliada e otimizada por Biden, que tomou posse em 20 de janeiro e fez subir os índices de confiança internacional no país na era pós-Trump.

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