A câmara fria de necrotério que foi instalada no Cemitério do Jardim Redentor, ainda em abril do ano passado, pela gestão de Clodoaldo Gazzetta, precisou ser realocada, nesta segunda-feira (21), para a UPA do Geisel/Redentor. O motivo beira o absurdo: o equipamento sofreu ataques de vândalos e ladrões.
A estrutura funciona em uma carroceria de caminhão refrigerada e tem capacidade para até 15 urnas grandes. Ela serve de apoio em situações de mortes simultâneos. Contudo, segundo a prefeitura, durante o final de semana, houve furto dos cabos elétricos e dos tubos de cobre do compressor de refrigeração. O valor total da manutenção foi de R$ 1.280,00.
O fato foi citado na Câmara pelo vereador Junior Rodrigues (PSD) na sessão de ontem. "Neste final de semana, recebi uma denúncia, de uma família bauruense, que apontava que uma parente havia falecido de Covid, tendo seu corpo retirado de hospital e levado ao Cemitério do Jardim Redentor. E, como não é possível realizar sepultamentos após as 17h, ela só pôde ser sepultada no dia seguinte. Devido ao furto de fiação, o cemitério não tinha a câmara fria para receber o corpo, que teve que ficar em uma sala isolada, aguardando até o dia seguinte para que fosse sepultada", comentou o parlamentar.
Ele acrescenta que, em meio ao transtorno, o corpo da vítima foi tratado com respeito pela equipe de servidores do cemitério municipal.
Segundo a Secretaria de Saúde, para evitar que novos atos de vandalismo aconteçam, a pasta transferiu a câmara fria definitivamente para a UPA do Geisel/Redentor por ser um local mais seguro, com vigilância.