Moscou - Enfrentando uma avassaladora terceira onda da pandemia de Covid-19, a Rússia está ampliando as medidas de restrição de circulação para pessoas que não receberam a vacina e as polêmicas campanhas de imunização obrigatórias.
Nesta terça (22), a capital Moscou proibiu que não vacinados frequentem cafés e restaurantes a partir do dia 28. Esses estabelecimentos voltaram a sofrer restrições de horários, mas agora só poderão entrar neles quem mostrar comprovante de vacinação, teste negativo ou prova de que ficou doente há pelo menos seis meses.
9 MIL POR DIA
O número de casos no país do presidente Vladimir Putin explodiu nas últimas duas semanas. Quase dobrou sua média móvel de uma semana para 15 mil casos diários, e isso num ambiente de notória subnotificação.
Em Moscou, ponto focal da pandemia com metade dos 5,35 milhões de casos no país até aqui, a média triplicou. No sábado (19), um recorde de 9.000 casos foi atingido, repetindo a véspera, ante 3.000 há duas semanas.
No cômputo geral, a Rússia está em sexto lugar no número de casos no mundo. Sua incidência por milhão de habitantes é de 36 mil ocorrências. No Brasil, o terceiro colocado nominal atrás de EUA e Índia, são 2,3 vezes mais.
As mortes são sensivelmente mais baixas, mas médicos locais apontam ampla subnotificação devido aos critérios para definir Covid-19 como causa.
SOLDADO DESCONHECIDO
Nesta terça-feira (22), dia do 80º aniversário da Grande Guerra pela Pátria - ínicio da Segunda Guerra Mundial, compreendida entre 22 de junho de 1941 e 9 de maio de 1945, e limitada às hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha nazista e seus aliados, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, levou flores para colocar no túmulo do Soldado Desconhecido, em sinal de respeito por seu sacrifício pelo país e fez um extenso discurso em que declarou que "A Rússia unida é um país invencível".
CASA BRANCA
A Casa Branca admitiu nesta terça-feira que não cumprirá a meta de vacinar contra a covid-19 pelo menos 70% da população adulta do país com pelo menos uma dose até 4 de julho. Segundo o coordenador da resposta do governo americano à pandemia, Jeff Zients, o objetivo será cumprido em "algumas semanas".O diretor do Instituto de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, que também participou da entrevista, afirmou que o maior risco atual no combate à pandemia é a disseminação da variante delta do coronavírus.