São Paulo - O governador João Doria (PSDB), prorrogou a fase de transição do Plano São Paulo de combate ao novo coronavírus até o dia 15 de julho. As medidas restritivas e os horários de funcionamento dos estabelecimentos permanecem os mesmos.
Na fase de transição, as atividades comerciais, restaurantes e similares, salões de beleza e barbearias, atividades culturais e academias esportivas podem funcionar das 6h às 21h. Os estabelecimentos podem funcionar com 40% da capacidade. Atividades administrativas não essenciais devem optar pelo teletrabalho.
O toque de recolher das 21h às 5h continua em vigor. Atividades de comércio, serviços e indústria devem ter horário escalonado para evitar aglomerações no transporte público.
VACINAÇÃO
O governador reforçou que a vacinação na capital paulista foi retomada nesta quarta-feira para pessoas de 49 anos. Na terça-feira, a cidade recebeu cerca de 181 mil doses de CoronaVac. O secretário estadual de Saúde Jean Gorinchteyn afirmou que só ficou sabendo sobre a falta de doses no início dessa semana, e foi rebatido pelo prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB). A capital afirma ter avisado o Estado durante o fim de semana sobre a iminente falta de doses.
Mesmo assim, Nunes declarou alinhamento com o governo do Estado para que haja vacinação "o quanto antes". No entanto, ponderou que também tem "dependência" do Ministério da Saúde quanto à antecipação das entregas. O governador, por sua vez, lembrou que o envio das doses para os Estados é de competência do Ministério da Saúde.
Nunes foi convidado para a coletiva e, antes de sua fala, o governador afirmou que a relação entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo é boa. "As relações seguem como sempre foram: boas, fluidas e voltadas para o atendimento da população", disse. O prefeito da capital agradeceu ao governador "pelo empenho em buscar vacinas".
O governador João Doria informou que o desembarque de matéria-prima para a produção de mais 10 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan contra a Covid-19 deve ocorrer no próximo sábado (26). A remessa de 6 mil litros de insumos já foi liberada pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento e produção do imunizante que São Paulo fornece ao Brasil.