Segundo divulgou a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, no início do mês de junho mais de 300 mil estabelecimentos fecharam em todo o Brasil e entre os que mantiveram suas atividades a maioria (cerca de 72%) tem registrado prejuízos devido à pandemia. O retrato de bares e restaurantes no país tem a mesma triste paisagem em Bauru, segundo o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru, Carlos Roberto Momesso.
Por isso, uma reunião entre o sindicato, empresários, o presidente da Câmara, Markinho Souza (PSDB), e a prefeita Suéllen Rosim (Patriota), nesta sexta-feira (25), teve como objetivo reverter esse cenário, sem interferir nas regras sanitárias de segurança da pandemia. Após a reunião, a expectativa é de que a prefeitura amplie os horários de funcionamento a partir do dia 1º de julho.
A reunião foi organizada considerando o fim da validade da Portaria que determinou novas regras de funcionamento para os estabelecimentos comerciais em Bauru, inclusive os que funcionam à noite. A regra mais criticada pelos empresários é quanto ao horário de atendimento.
Até o dia 30, o limite para presença de clientes nestes estabelecimentos é às 19h, o que inviabiliza a abertura, segundo Momesso. A reivindicação é para que a Prefeitura de Bauru adeque as regras locais ao Plano São Paulo, que fixou limite de funcionamento até as 21h, com a ocupação permitida subindo para 40% da capacidade de cada estabelecimento. "Não tem como trabalhar até as 19h, e tem como trabalhar até as 21h e adaptar o atendimento, podendo ter uma tolerância para quem estiver dentro do restaurante depois do horário limite e começando o serviço mais cedo", opinou o presidente do sindicato patronal.
De acordo com ele, a pior situação é de bares que trabalharam cerca de 4 meses no período de um ano e meio. Muitos não tiveram condições nem de formalizar o encerramento do negócio e apenas fecharam as portas.
Já os restaurantes, que tinham 70% de frequência, hoje tem cerca de 30%, com o prejuízo acumulado de não conseguirem servir refeições no período noturno.
O presidente afirma que a maioria dos estabelecimentos do setor em Bauru tem se preocupado em respeitar os protocolos sanitários. Mas, os empresários se sentem prejudicados pela legislação municipal que, na opinião deles, penalizou a todos. "Se tem abuso de determinadas casas, que se penalize quem está abusando, mas não a maioria por meio do decreto. Que se penalize quem abusa e não efetivamente a todos", afirmou.
A categoria também apresentou à prefeita o pedido de que haja reforço na fiscalização de festas clandestinas, essas, sim, consideradas por ele como grandes centros de disseminação do vírus.
O resultado do encontro com a prefeita foi positivo, na opinião de Momesso. "A prefeita externou a preocupação do governo municipal em trabalhar em conjunto para podermos reabrir a partir do dia 1º, pelo menos dentro do que fixa o Plano São Paulo. Claro que todos respeitando a legislação sanitária", afirmou