Nacional

Ricardo Barros nega ter negociado Covaxin

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, negou ter participado de negociações para a compra das vacinas da Covaxin. Barros usou o Twitter para rechaçar ser o nome citado pelo presidente Jair Bolsonaro em conversa com o deputado Luis Miranda (DEM-DF) sobre provável esquema de corrupção na aquisição do imunizante indiano. Miranda confirmou o nome de Barros em depoimento à CPI da Covid, no Senado, na última sexta-feira.  Não participei de nenhuma negociação em relação à compra das vacinas Covaxin. Não sou esse parlamentar citado. A investigação provará isso", disse Barros.

O CASO

Pressionado na CPI  o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro citou o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), como o parlamentar "no rolo da vacina" da Covaxin. Pelo depoimento, o deputado Miranda, que é irmão de Luis Ricardo Miranda, funcionário do setor de importações do Ministério da Saúde, usou levantamento do irmão para mostrar a suspeita de envolvimento do líder do governo na compra da vacina, superfaturada, intermediada por outra empresa, numa tentativa de corrupção e com diversas irregularidades na compra dessa vacina.

O caso acabou sendo levado pelo deputado Miranda ao próprio presidente Bolsonaro, há algumas semanas, mas o ministro Onyx Lorenzoni, da  Secretaria-Geral da Presidência, em uma resposta pública, por meio da imprensa, negou os fatos e, um dia antes do depoimento na CPI, isentou o presidente de saber da suposta corrupção. 

CONVOCAÇÃO

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-ES) comunicou à presidência da CPI da Covid que apresentará um convite ou convocação do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (Progressistas-PR), para dar explicações sobre as suspeitas em torno da compra da vacina indiana Covaxin. Além do depoimento de Miranda, Barros foi citado por vários senadores ao longo da sessão por responder a uma ação do Ministério Público Federal por suspeitas de ter favorecido a empresa Global Gestão em Saúde, que pertence ao mesmo grupo que intermediou a compra da Covaxin no Brasil.

Comentários

Comentários