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Tirinhas sobre ciência viram livro

FolhaPress
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Divulgar a ciência é uma arte, e raramente isso é tão verificável quanto no caso de Marco Merlin e suas Cientirinhas, lançadas online há pouco mais de cinco anos e sucesso crescente desde então. Agora, a série ganha uma versão em livro.

Uma das grandes referências do cartunista é o astrônomo e divulgador científico Carl Sagan (1934-1996), conhecido por livros como "O Mundo Assombrado pelos Demônios" e pela série de TV "Cosmos". Não por acaso um dos temas mais explorados nas tirinhas é o #espaço - de conversas bem-humoradas entre Sol, Terra e Lua a um papo mais poético sobre o lugar dos seres humanos no Universo.

Uma das tirinhas favoritas de Merlin é uma em que a Terra conversa sobre com a Lua e diz gostar muito das músicas de Raul Seixas, menos daquela que diz "eu nasci há 10 mil anos atrás". "Tenho 4,5 bilhões de anos muito bem vividos", diz o planeta a seu satélite. Embutida aí está, além da informação geológica, a negação às hipóteses criacionistas que dizem que a Terra teria apenas alguns milhares de anos de existência.

As Cientirinhas já foram parar em livros didáticos e já deram as caras em vestibulares. O sucesso está no balanço entre agilidade e conteúdo. "Se demorar muito explicando as coisas eu perco a piada", diz o artista.  Ele diz que tem dificuldade em se enxergar como um divulgador científico e se vê mais como uma pessoa que não necessariamente produz conhecimento científico, mas que o leva para as pessoas de fora do mundo acadêmico. 

As fontes de inspiração para o trabalho variam, conta Merlin. Muitas vezes, ao mergulhar num tema, encontra vários ganchos que acabam se transformando em séries. Já em outras oportunidades tem que forçar um pouco a barra até sair. No começo, as produção era de uma a cada quinzena. Hoje chega a duas tiras por semana. Além das Cientirinhas, Merlin publica outros projetos dentro do guarda-chuva do Quadrinhorama.

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