Internacional

Visita de chefe da CIA ao Brasil teve segurança regional como tema e reforço de ofensiva anti-China

FolhaPress
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Brasília - A visita ao Brasil de William J. Burns, chefe da CIA, a agência de inteligência dos EUA, teve como foco temas de segurança na América do Sul e também serviu para o governo americano fortalecer a ofensiva anti-China junto às principais autoridades da administração Jair Bolsonaro (sem partido).

A passagem por Brasília foi cercada de mistério. Não houve aviso prévio da delegação, e a agenda de encontros foi mantida em sigilo. Na tarde de quinta (1), ele foi recebido por Bolsonaro e pelos ministros Augusto Heleno (Segurança Institucional) e Walter Braga Netto (Defesa). O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, também participou da audiência no Palácio do Planalto.

Outro compromisso conhecido foi um jantar na residência do embaixador americano em Brasília, Todd Chapman, na região do Lago Sul. O Palácio do Planalto e a embaixada americana não forneceram qualquer informação sobre os temas tratados por Burns com as autoridades brasileiras.

Procurada, a CIA disse que não faria comentários. Apesar do sigilo, Bolsonaro disse a apoiadores que se encontrou com o diplomata e fez referências à China e à crise regional na Venezuela, entre outros países.

"O interesse do Brasil por [parte de] alguns poucos países é enorme. Alguns países dependem de nós, do que produzimos aqui. E esses países pensam 50, 100 anos à frente. E nós, aqui, infelizmente, quando muito, pensamos poucas semanas ou poucos dias depois", disse Bolsonaro, numa referência à China.

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