Com dezessete meses de governo, o presidente Bolsonaro, na época com alto índice de aprovação, fez a sua troca fatal, decidiu trocar nomes como Moro, Mandetta, por figuras por ele mais facilmente controladas e assim controlar a Polícia Federal, que já investigava seus filhos e seus malfeitos. Antes já tinha nomeado como procurador geral Augusto Aras, declaradamente contra a Lava Jato e fora da lista tríplice dos procuradores e não atendendo os pedidos de Moro.
Na mesma época começou a negociar cargos trocados por apoio do "centrão" ou os políticos de cunho fisiológicos movidos pelo toma lá dá cá, sempre com prejuízo da viúva (tesouro nacional), neste caso sempre argumentando que sem eles não poderia governar e que denunciaria qualquer suspeita de roubalheira e não permitiria.
No caso de Mandetta, a troca foi por conselhos obscuros de grupo de médicos, que recomendavam tratamento não respaldado pela ciência e ainda retardando a contratação das vacinas e aumentando o número de vítimas.
No chamado "gabinete paralelo", um general na saúde foi tão eficiente como seria um médico comandando o exército em uma guerra.
Acionou contra eles o "gabinete do ódio", comandado por seus filhos e especializado em difundir boatos e fakes sobre seus inimigos, como foram tachados Moro e Mandetta e qualquer outro que a eles se opusessem.
A troca de Moro e a nomeação de Aras na Procuradoria da República permitiram realizar aquilo que o PT e Temer não conseguiram e com a colaboração do "centrão" e de alguns juízes do supremo terminaram com aquilo de melhor ocorreu na política brasileira deste século e talvez em toda sua história a "operação Lava Jato". Sendo que o ápice ocorreu agora com a denúncia da CPI de acobertamento de propina do ex-ministro Barros, comprovando que o centrão continua o mesmo e que Bolsonaro, como Lula, também mente e permite propina.
Neste histórico, nós, eleitores comuns, responsáveis pela eleição de Bolsonaro com nosso voto anti Lula e o corrupto PT, ficamos na próxima eleição com a provável "Escolha de Sofia" no segundo turno. Entre duas alternativas inconcebíveis, ou seja, votar de novo contra os ladrões e mentirosos petistas ou no voto a favor do que era esperança Bolsonaro, que já se tornou um pesadelo.
A terceira via é urgente e alguns despontam: além do desgastado Ciro, o próprio Moro com espaço para expor suas ideias e o governo por dentro; o senador Álvaro Dias, do Podemos; a senadora Simone Tebet, o senador Jereissati, o ex-ministro Mandetta, o jovem governador do Rio Grande Eduardo Leite; Amoedo, do novo, empresários com experiência administrativa e visão política, alguém da esquerda moderada pós Lula, FHC com a intenção de implantar um regime parlamentarista e fica aberta a lista como convite para que outros leitores complementem com suas sugestões, sem populismo, por favor.