Política

À CEI, Suéllen fala em mudar gestão de UPAs

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Durante a sessão da Comissão Especial de Inquérito que apura a atuação da Prefeitura de Bauru no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (CEI da Covid), nesta terça-feira, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) antecipou que a prefeitura estuda implantar uma transformação na gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Bauru.

Uma das propostas é que cada unidade passe a ser administrada de forma individual por uma Organização Social (OS). A prefeita participou da CEI por videoconferência.

Atualmente, 13 organizações sociais estão credenciadas em Bauru para prestar serviços de gerenciamento da gestão pública, segundo a assessoria da prefeitura. Destas, apenas a Fundação Regional Estatal de Saúde da Região de Bauru (Fersb) e Sorri possuem contratos com o município.

Pelo plano que vem sendo definido, a unidade de pronto- atendimento seria entregue "de portas fechadas" e a responsável pela gestão passaria a cuidar integralmente da administração, desde a contratação de segurança e médicos, compra de medicamentos e outros, por meio de um convênio com a prefeitura municipal, que repassaria os recursos necessários para tal.

Inicialmente, as UPAs Bela Vista e Ipiranga devem servir como modelo para a implantação do novo sistema de gestão em toda a rede. A prefeitura prorrogou, por excepcionalidade, pelo período de seis meses, o contrato com a Fersb, que administra as unidades de pronto-atendimento. Neste período, o governo municipal pretende organizar e realizar o processo licitatório para contratar a nova gestora para as unidades. A Saúde trabalha no termo descrito, documento que balizará a definição da licitação de acordo com todas as necessidades do setor.

"Estamos no meio da pandemia e não é tão simples trocar quem está administrando esses contratos da noite para o dia. Então, fizemos a prorrogação, dentro da legalidade, e temos este prazo para conseguir, mais adiante, fazer esta troca", disse a prefeita.

A prefeita explicou que a prorrogação com a Fersb foi feita por excepcionalidade, para o qual foi feito aditivo, mas que a ideia é apenas ganhar tempo para promover as mudanças no sistema de gestão. Pela forma como foi feita a prorrogação, o contrato pode ser rompido sem maiores problemas.

Porém, para que o grave problema da falta de médicos nos plantões de urgência não volte a ocorrer nestes 180 dias, foi feito reajuste do valor dos plantões médicos e promovido um remanejamento de médicos que são funcionários públicos, entre as unidades. A mudança, segundo ela, proporcionou uma normalidade no atendimento de plantões das UPAs no último mês.

"Quando a gente fala de mudar o procedimento, de não ter mais uma fundação que contrata apenas o médico, mas ter uma organização que toma conta da UPA, como um todo, é justamente para começar a prevenir a falta de médicos, porque sabemos que hoje tem a Covid na porta de entrada, mas existem outras doenças graves, que estão aumentando, e muito, e temos que assistir essas pessoas", afirmou a prefeita.

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