Economia & Negócios

Brasil assume presidência do Mercosul

FolhaPress
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Brasília - O Brasil assume nesta quinta-feira (8) a presidência pró-tempore do Mercosul, em uma reunião virtual do bloco. A passagem do comando da Argentina para o Brasil ocorre em meio a um processo de isolamento do país vizinho, cujo governo não está de acordo com a flexibilização do bloco, como defendem Uruguai, Paraguai e Brasil.

Durante reunião do Conselho do Mercado Comum do Mercosul, nesta quarta (7), o Uruguai afirmou que vai iniciar conversas para acordos comerciais com outros países fora do bloco.

O Uruguai passará a negociar acordos comerciais de forma independente do Mercosul, apesar de reiterar sua permanência no bloco. Em comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores uruguaio, o governo afirma que a decisão consiste em defender a modernização do bloco por meio de uma agenda de negociações externas "ágil, dinâmica, flexível e permanente".

Segundo a chancelaria uruguaia, em reunião de representantes do Mercosul, não foi aprovada a redução da tarifa externa comum (TEC), apesar de o Uruguai ter apoiado algumas das propostas apresentadas, que são "sempre entendidas como flexibilidade".

O país ressaltou que essa iniciativa não significa um rompimento com o Mercosul, do qual quer continuar membro, enquanto negocia acordos bilaterais.

A atitude, reafirmada em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores uruguaio, agrava a tensão entre os países membros.

O desentendimento básico se dá em torno da redução da TEC (tarifa externa comum).

REUNIÕES

Nos últimos dias, o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, realizou reuniões com representantes do governo brasileiro para tratar do assunto. A Argentina teme que o Brasil, na presidência do bloco, acelere o processo de flexibilização.

"Estamos avançando na tentativa de preservar o Mercosul", afirmou Scioli, ante a rumores de que o bloco poderia se desintegrar se os líderes não chegarem a um acordo. Scioli levou os pedidos da União Industrial Argentina, para que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, não avance em uma redução generalizada de todas as tarifas externas.

Fernández defende que uma redução radical poderia afetar a indústria da região.

O chanceler do Uruguai, Francisco Bustillo, afirmou que o Uruguai mantém sua posição, ao lado do Brasil e do Paraguai.

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