Internacional

Presos 11 suspeitos de participar da morte do presidente do Haiti

FolhaPress
| Tempo de leitura: 3 min

Porto Príncipe - Um grupo de 11 pessoas fortemente armadas foi preso na quinta (8) após invadir a embaixada de Taiwan no Haiti, informou o governo da ilha asiática. A suspeita é a de que os detidos tenham participado do assassinato do presidente haitiano, Jovenel Moise, morto a tiros na quarta (7), em Porto Príncipe.

Assim, o número de suspeitos presos subiu para 17 ?15 colombianos e 2 haitianos-americanos. O chefe da polícia do país, Leon Charles, já havia afirmado que a investigação indica que 28 pessoas participaram do crime. Além dos que já estão presos, outros quatro criminosos foram mortos na noite de quarta, durante confronto com as forças de segurança, e outros oito membros do grupo estão foragidos.

Os governos de Colômbia e EUA anunciaram nesta sexta (9) o envio de agentes ao Haiti para auxiliarem nas investigações, uma vez que o comando da polícia colombiana confirmou a presença de ao menos 17 militares reformados do Exército do país na lista de envolvidos ?além dos 15 presos, dois dos mortos.

GUARÍN

A declaração aconteceu pouco depois de a imprensa local começar a revelar a identidade dos colombianos presos no país caribenho. Entre os nomes já identificados está o de Manuel Antonio Grosso Guarín, ex-membro da elite do Exército colombiano. Segundo a revista colombiana Semana, as autoridades haitianas investigam se ele era o líder do grupo de mercenários que matou Moïse.

Guarín e três outros ex-militares colombianos teriam viajado no dia 4 de junho de Bogotá para a República Dominicana ?país vizinho ao Haiti. Dois dias depois, o grupo cruzou a fronteira por via terrestre, de acordo com o jornal El Tiempo. Fotos no Facebook de Guarín mostram ele em Punta Cana nesse período.

Uma outra leva de colombianos teria chegado ao Haiti no início de maio, a partir de um voo de Santo Domingo, capital dominicana. Além de Guarín, os outros suspeitos já identificados são, de acordo com a publicação colombiana, Jhon Jairo Ramírez, Víctor Alberto Pineda, Alejandro Giraldo Zapata, Naiser Franco Castañeda, Ángel Mario Yarce Sierra, Carlos Giovanni Guerrero, Germán Alejandro Rivera García, Enalbert Vargas Gómez, Jhon Jairo Suárez Alegría, Francisco Eladio Uribe Ochoa ?todos os quais detidos?, além de Duberney Capador Giraldo e Mauricio Javier Romero Medina, ambos mortos pela polícia.

Além deles, há ainda os haitianos-americanos James J. Solages e Joseph Vincent, que vivem na Flórida. Segundo o New York Times, eles dizem terem sido contratados para servir de tradutores aos colombianos.

TROCA DE TIROS

Ainda segundo a imprensa colombiana, os 11 detidos na embaixada de Taiwan chegaram a trocar tiros com a polícia antes da prisão. Joanne Ou, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores taiwanês, disse em entrevista coletiva nesta sexta que os seguranças do prédio perceberam a presença do grupo no pátio do edifício e avisaram a cúpula da embaixada e a polícia haitiana. "A pedido do governo haitiano e para ajudar na detenção dos suspeitos, a embaixada deu permissão à polícia haitiana para entrar no perímetro da representação diplomática", afirmou ela, que chamou os 11 detidos de mercenários.

O prédio, que fica próximo à casa onde Moïse foi assassinado, já tinha sido esvaziado na quarta por questões de segurança e, por isso, não havia ninguém no local no momento da invasão, afirmou Ou.

Comentários

Comentários