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Doria anuncia hoje novo cronograma de vacinação para todo Estado de SP

FolhaPress
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São Paulo - O governo do Estado de São Paulo deve divulgar novas medidas para conter a variante delta da Covid-19 ainda hoje. Segundo informações da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo estadual, neste domingo (11), às 13 horas, haverá uma coletiva de imprensa. 

Até 16h deste sábado (10), apesar do anúncio da coletiva, a entrevista  ainda não constava da agenda oficial do governador João Doria, mas a expectativa é que ele anuncie a antecipação da vacinação da segunda dose dos imunizantes AstraZeneca e da Pfizer, do prazo atual de doze semanas para um intervalo menor.

A decisão passa por avaliação do Centro de Contingência da Covid-19 no Estado desde quinta-feira (8). Parte dos técnicos defendem a medida para conter a variante delta que está se alastrando, mas há o receio de atraso no cronograma de vacinação por idade, ou seja, de falta de imunizantes para pessoas que ainda não tomaram a primeira dose.

DIVERGÊNCIAS

Especialistas divergem: há quem a defenda e a critique.

Para Mauro Schechter, professor titular de doenças infecciosas da UFRJ e de epidemiologia das universidades de Pittsburgh e Johns Hopkins (EUA), é mais importante ter um número grande de pessoas vacinadas com ao menos a primeira dose.

"Quanto mais rapidamente as pessoas forem vacinadas, maiores as chances de conter uma pandemia. Não importa se a vacina é um pouquinho mais eficaz que a outra ou menos eficaz. Isso não faz a menor diferença em termos de conter a pandemia", diz.

"A estratégia inicial, que deve ser mantida, é vacinarmos o maior número de pessoas no menor tempo possível. Para isso, devemos utilizar os intervalos máximos permitidos, ou seja, quando a gente alarga mais o intervalo entre a primeira e a segunda dose, mais rapidamente a gente consegue avançar no programa de vacinação", diz o infectologista Renato Kfouri, diretor da SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

Segundo ele, aumentar o número de pessoas com o esquema vacinal completo não vai diminuir a circulação na nova variante no país e pode atrasar o início da imunização de outros grupos.

Já a professora e epidemiologista Ethel Maciel, da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), é a favor da diminuição do período entre as doses. Maciel recomenda a redução para dois meses, em vez dos atuais três. Quanto à Pfizer, pede para seguir o fabricante que indica um período mínimo de 21 dias entre as doses.

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