Brasília - Um dia depois de os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, reagirem às críticas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou não ter compromisso com intentos antidemocráticos e criticou manifestações políticas de comandantes militares. O presidente defende o voto impresso e diz, sem provas, que as fraudes eleitorais estão no TSE.
O presidente da Câmara é o responsável, por lei, por decidir sobre o arquivamento ou a sequência de pedidos de impeachment contra o presidente da República.
Aliado de Bolsonaro, Lira tem em sua gaveta mais de cem pedidos, mas tem dito, e repetiu nesse sábado, não ver razão para dar prosseguimento a nenhum deles.
Importante dizer que a presidência [da Câmara] tem compromisso com a democracia, com as pautas que desenvolvam o País, com as reformas, tem compromisso com a harmonia, governabilidade, mas não tem compromisso algum com nenhum tipo de ruptura política, institucional democrática, com qualquer insurgência de boatos, com qualquer manifestação desapropriada?, disse o deputado, em entrevista a CNN Brasil.
"Nenhum ministro, principalmente desses três ministérios [Forças], Exército, Aeronáutica e Marinha, tem que estar exprimindo sentimento político com relação a essa ou aquele posicionamento. Eu acho que deveremos ter várias matérias legislativas que deverão ser encaminhadas ao plenário do Congresso Nacional que delimite essas situações", acrescentou.
MANIFESTAÇÕES
Após as manifestações de Bolsonaro, os presidentes do Senado e do TSE vieram a público. E neste sábado, foi a vez de oito partidos endossarem palavras contra a democracia (leia ao lado).