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Bolsa de Valores tem alta; dólar cai

Estadão Conteúdo
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Brasília - Depois de um começo de mês tumultuado, por conta das repercussões com a proposta do governo para mudança do IR e do aumento da temperatura política na esteira da CPI da Covid, a Bolsa de Valores fechou na segunda-feira (12), com alta de 1,73%, aos 127,5 mil pontos. Foi a maior variação desde a sessão de 7 de maio, quando o Ibovespa subiu 1,77%.

Em grande medida, a B3 acompanhou a trajetória de otimismo nas Bolsas dos Estados Unidos, que vivem a expectativa de divulgação de balanços no trimestre mostrando recuperação mais forte do nível de atividade. Segundo operadores, o movimento também foi puxado pelas novas operações de abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) programadas para os próximos dias na Bolsa brasileira, que devem atrair maior volume de capital estrangeiro.

Já o dólar, após oito pregões seguidos de alta, fechou em queda 1,25%, cotado a R$ 5,1740. Ao longo do dia, a moeda americana variou entre R$ 5,1640, na mínima, e R$ 5,2848.

Bruno Madruga, head de renda variável da Monte Bravo Investimentos, afirma que no País o cenário político segue em foco, com os investidores ainda esperando novidades sobre a reforma tributária, principalmente na questão de Imposto de Renda, que pode influenciar tanto o câmbio como os juros e a Bolsa.

No mercado internacional, as bolsas americanas voltaram a bater recorde, com o avanço da imunização contra a Covid-19 em diversos países e a divulgação de lucros elevados de diversas empresas norte-americanas.

No Brasil, a expectativa de mudanças na reforma tributária, cujo relatório está previsto para ser apresentado  nesta terça-feira, animou os investidores. A expectativa de que o Banco Central continue a elevar a taxa Selic (juros básicos da economia) para segurar a inflação também atraiu recursos externos.

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