Depois de 52 dias, as UTIs Covid-19 dos hospitais públicos de Bauru voltaram a registrar ocupação abaixo de 100%. Pelo segundo dia consecutivo, nesta segunda-feira (12), os 70 leitos instalados no Hospital Estadual (HE) e no hospital de campanha abrigado no prédio do Hospital das Clínicas (HC) não ficaram completamente tomados. Como consequência, ontem, já não havia nenhum paciente com a doença aguardando vaga de internação na cidade.
Nesta segunda, a taxa de ocupação era de 99%, o que equivale à internação de 69 pacientes com suspeita ou confirmação da doença. No domingo, o índice foi de 97%, o que corresponde a 68 leitos em uso, de acordo com boletins divulgados pela Prefeitura de Bauru.
A última vez em que a taxa de ocupação das UTIs Covid da rede hospitalar pública da cidade havia ficado abaixo de 100% foi em 19 de maio deste ano. Na ocasião, o percentual também foi de 97%. De lá para cá, a lotação sempre ficou em 100% ou acima do total de leitos disponíveis.
Já a região abrangida pelo Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6), que possui 252 leitos públicos de UTI Covid, registra índices abaixo de 100% desde o dia 3 de julho. Nesta segunda-feira, a taxa era de 98%, sendo a situação mais crítica vivenciada por Lençóis Paulista, onde a ocupação no Hospital Nossa Senhora da Piedade era de 120%.
ALERTA MANTIDO
Portanto, apesar de os indicadores apontarem para um possível arrefecimento da pandemia, os números ainda são preocupantes. E eles guardam relação direta com a diminuição das infecções por Covid, mas que ainda seguem em níveis de alerta. Em Bauru, por exemplo, junho foi responsável pelo recorde de novos casos da doença e foi justamente o mês em que as UTIs sempre ficaram com 100% de ocupação ou acima deste patamar.
Agora, entre os dias 5 e 11 de julho, a cidade chegou à terceira semana consecutiva com queda de novos casos e a quarta semana seguida com redução de mortes por Covid-19. Os índices foram de 166 pessoas infectadas por dia e de 3,28 óbitos diários (confira mais no quadro).
Trata-se de uma tendência que contribuiu não apenas para dar algum fôlego dentro das UTIs, mas também à rede de urgência e emergência municipal.
Ontem, não havia nenhum paciente aguardando transferência para em UTI ou enfermaria Covid nos hospitais públicos da cidade. Já considerando outras enfermidades, a fila de espera por vagas hospitalares era de 43 pessoas.