Buenos Aires - O líder do regime cubano, Miguel Díaz-Canel, disse, em pronunciamento na manhã desta segunda-feira (12), que os protestos ocorridos na ilha no dia anterior foram realizados por "delinquentes" que "manipulam as emoções da população por meio das redes sociais".
Junto à cúpula do regime, Díaz-Canel afirmou que a verdadeira razão de existir escassez de alimentos e remédios na ilha é o bloqueio comercial imposto pelos EUA. "Se querem protestar pela falta de comida, que protestem contra o bloqueio, não contra o regime cubano", disse.
O dirigente disse ainda que a proposta daqueles que chamou de contra-revolucionários é "mudar o regime e colocar no lugar um outro que não cuida da população, comandado por empresas e pelo dinheiro dos EUA" e que, sem o modelo atual, Cuba não estaria desenvolvendo vacinas contra a Covid.
Díaz-Canel mostrou imagens de saques a lojas e questionou: "Se falta comida, por que roubam geladeiras e TVs, e não alimentos?". Também enumerou casos de vandalismo e de ataques contra a polícia.
No dia em que aconteceram as manifestações em massa, as maiores no país em décadas, Cuba registrou novo recorde diário de infecções e mortes por Covid, com 6.923 casos de um total de 238.491, além de 47 mortes em 24 horas, somando, ao todo, desde o início da crise sanitária, 1.537 mortes.
Até o momento, 27% da população já recebeu ao menos uma dose dos imunizantes, e 15% estão completamente vacinados. A ilha tinha, em 2019, segundo o Banco Mundial, 11,3 milhões de habitantes.