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São Paulo amplia em 72% número de escolas com aulas em tempo integral

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O governo de São Paulo anunciou a expansão do número de escolas de tempo integral no Estado. Serão mais 778 a partir do ano que vem, totalizando 1.855 colégios com jornada estendida - um terço da rede. O modelo é visto como estratégico para melhorar os índices de aprendizagem. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) e pelo secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, em evento com quase mil participantes. O governo disse ter seguido os protocolos.

O Programa Ensino Integral (PEI) foi lançado em 2012. Dele fazem parte 1.077 escolas, com 437 mil estudantes do ensino fundamental e ensino médio. Com a nova expansão, o aumento será de 72% no total de escolas do programa. A expectativa é de que 387,3 mil novos alunos de fundamental e médio estudem em uma escola de tempo integral, totalizando 834 mil.

Os municípios do programa passarão de 309 para 427. Mas a lista dos colégios que aderiram não havia sido divulgada até ontem às 18h. O Plano Nacional de Educação (PNE) prevê que 50% das escolas públicas sejam de tempo integral no Brasil até 2024. Esse porcentual chegará a um terço das 5,6 mil escolas da rede estadual paulista.

Já em relação às matrículas, a meta do PNE é chegar a 25% em escolas de tempo integral em 2024 - índice que pode ser atingido por São Paulo no ano que vem. Para a plateia, Doria disse tratar-se de "um sonho".

Com a pandemia, especialistas preveem nos próximos anos aumento das desigualdades educacionais. No caso do Brasil, o tempo em que as escolas ficaram fechadas foi ainda maior do que em outros países. Nas escolas de tempo integral, os alunos têm jornada de até 9 horas, com atividades complementares como preparação acadêmica e orientação de estudo.

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