Economia & Negócios

Real ganha força; dólar fecha em queda

FolhaPress
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São Paulo - O real foi a moeda que mais se valorizou no mundo nesta quarta-feira (14). A divisa ganhou força com as mudanças na proposta de reforma do Imposto de Renda, que atendem demanda de empresários e favorecem o mercado de capitais.

O parecer manteve a taxação sobre lucros e dividendos em 20% e o fim da dedutibilidade de juros sobre capital próprio, mas excluiu a tributação dos rendimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário, entre outras mudanças. O dólar fechou em queda de 1,87% ante o real, a R$ 5,0840, menor valor desde 2 de julho. Essa é a desvalorização diária mais acentuada da moeda desde 31 de março de 2020, quando caiu 2,23%. Na visão do gestor da Galapagos Capital Scott Hodgson, há a percepção de que as mudanças não serão tão onerosas como sinalizava a proposta original.

Além disso, o dia foi positivo para moedas emergentes com a defesa de estímulos econômicos por mais tempo pelo Fed (banco central americano). Em uma audiência perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados dos EUA nesta quarta, o presidente do Fed, Jerome Powell disse que a política monetária dos EUA oferecerá "apoio poderoso" à economia "até que a recuperação esteja completa" e qualquer movimento para retirar o apoio à economia, reduzindo primeiro as compras mensais US$ 120 bilhões de títulos "ainda está longe".

Apesar da recente alta do emprego no país, a autoridade vê que ainda há um longo caminho a percorrer. A alta na inflação, por sua vez, pouco preocupa. Segundo Powell, o ritmo de alta da inflação é mais rápido do que o esperado, mas irá se acomodar.

Já o Ibovespa fechou em leve alta de 0,19%, a 128.406 pontos. De acordo com o estrategista da RB Investimentos Gustavo Cruz, o mercado está dividido sobre a inflação nos EUA ser ou não transitória.

 

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