Saúde

Implante de cardiodesfibrilador é mais comum do que se imagina, afirma especialista

Sandra Capomaccio
| Tempo de leitura: 1 min

A imagem de um jogador sendo reanimado em meio a um jogo de futebol, em partida realizada na Europa, chocou o mundo. O jogo era entre Dinamarca e Finlândia, pela Eurocopa, quando o jogador dinamarquês, Christian Eriksen, de 29 anos, sofreu um mal súbito em campo. Estas informações foram retiradas da USP.

Internado às pressas, o atleta precisou de implantar um cardiodesfibrilador para controlar a arritmia cardíaca, depois de diagnóstico médico.

Esse aparelho é da família do marcapasso. É um desfibrilador subcutâneo para pacientes que têm uma doença cardíaca de base, que cause arritmias cardíacas, e que é implantado abaixo da clavícula.

O cardiologista Antônio Pazin Filho, professor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e diretor do Departamento de Atenção à Saúde do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP), ambos da USP, explica que esse tipo de implante é mais comum do que se imagina. “O procedimento é muito simples e a instalação do aparelho pode ser feita pelo SUS, apenas com um corte, sem a necessidade de abrir o peito”, diz o cardiologista.

Apesar da facilidade de colocação, o que não é comum é um atleta jovem depender de um equipamento como esse, segundo o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, além disso, cada caso é um caso e precisa ser avaliado separadamente.

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