Milhares de pessoas fugiram de suas casas no sul da Holanda nesta sexta-feira (16), depois do rompimento de um dique causado pela chuva torrencial que afeta a Europa Ocidental nos últimos dias. As inundações causaram distúrbios também na Alemanha, Bélgica e Suíça e em Luxemburgo.
Em Meerssen, na Holanda, autoridades locais pediram que residentes do município deixassem suas propriedades e orientaram que as famílias desligassem o fornecimento de eletricidade e gás Em Venlo, 200 pacientes foram deslocados de um hospital, e grande parte da cidade foi esvaziada. O primeiro-ministro Mark Rutte declarou um desastre nacional na província de Limburg, espremida entre áreas inundadas no oeste da Alemanha e na Bélgica. Mais tarde, os militares conseguiram reforçar o dique perto de Meerssen, disse o órgão de segurança regional à rádio L1, mas a ordem de retirada permaneceu em vigor.
Grande parte do território holandês está abaixo do nível do mar, protegida por um sistema complexo de diques antigos e barreiras de cimento modernas que retêm a água do mar e dos rios. Em Valkenburg, perto da fronteira belga e alemã, as inundações engolfaram o centro da cidade, danificando muitas casas e outras propriedades e destruindo pelo menos uma ponte.
Os níveis das águas no Mosa e no Rur atingiram níveis recordes na quinta-feira, superando aqueles que levaram a grandes enchentes em 1993 e 1995, disseram as autoridades locais. Não há relatos de vítimas.
Na Bélgica, o último balanço do governo aponta que há pelo menos 20 mortos e outros 20 desaparecidos. Cerca de 21 mil pessoas estão sem acesso à energia elétrica, e o Exército foi enviado para quatro das 10 províncias do país para participar das operações de resgate.
Um dia de luto nacional foi decretado em 20 de julho. As fortes chuvas surpreenderam os habitantes e alguns ficaram ilhados pelas enchentes.