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Com menos casos de Covid, SP tenta acelerar cirurgias

Estadão Conteúdo
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São Paulo - Nas últimas semanas, o avanço da vacinação tem reduzido o número de pacientes da Covid-19 no Brasil. Com isso, governos e hospitais se mobilizam para atender a demanda represada durante a pandemia: cirurgias eletivas (não urgentes), exames e consultas - adiadas para abrir espaço em unidades de saúde ou evitar contágio. O Brasil realizou 4.046.660 cirurgias, de diversos tipos, no ano passado - queda de 19% em relação aos 4.999.383 procedimentos de 2019.

A gestão Ricardo Nunes (MDB) anunciou esta semana que cinco hospitais da capital passarão a trabalhar até 24 horas por dia a partir do dia 1.

O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto ampliou em 50% o total de cirurgias eletivas em relação ao que vinha realizando nos meses mais críticos da pandemia: subiu de 400 em maio para 600 em junho e, segundo a administração, o aumento será ainda maior nos próximos meses se mantida a queda da covid.

Em Campinas, a prefeitura informou que vai manter o Hospital Metropolitano exclusivo para atendimentos Covid, mas iniciará a transformação dos demais leitos da rede municipal em não Covid, conforme a queda no número de casos. Em Mogi das Cruzes, a Santa Casa de Misericórdia já retomou as cirurgias de oftalmologia (catarata).

A auxiliar de expedição Michele Almeida, de 46 anos, aguarda há um ano e meio na fila de espera por uma cirurgia para remover os ovários. Ela sofre de endometriose profunda e chegou a passar por alguns exames preparatórios em Mogi.

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