Em cinco dias, Jaú (47 quilômetros de Bauru) foi palco de três grandes incêndios, em canavial e vegetação, que atingiram mata ciliar e Área de Preservação Permanente (APP), provocando a morte de animais e aves. Equipes da prefeitura vistoriam os locais para avaliar prejuízos ambientais. Em março, a Secretaria de Meio Ambiente (Semeia) lançou Campanha "Fogo Zero" com objetivo de reduzir queimadas na cidade (veja box).
O incêndio mais recente ocorreu nesta quarta-feira (21) e atingiu canavial no bairro da Revisão Agrária, na divisa com Bocaina, às margens da rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP-304), a Jaú-Bariri, no Km 313. O combate às chamas começou às 18h30 e terminou por volta das 22h. Além de dois caminhões-pipa da brigada municipal, agricultores atuaram na ocorrência para evitar que o fogo se alastrasse.
Em nota, o coordenador da Defesa Civil de Jaú, Jonas Souza, informou que a mata ciliar do Córrego da Prata, afluente do Rio Jaú na região da Marambaia, foi atingida. Na manhã desta quinta-feira (22), o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Márcio de Almeida, retornou ao local para fazer o trabalho de rescaldo. Os outros dois incêndios de grandes proporções foram registrados no final de semana.
MAIS FOGO
No sábado (17), as chamas atingiram área rural na divisa entre Jaú e Bocaina, provocando prejuízo aos dois municípios. O trabalho para conter o fogo durou cerca de dez horas. Segundo a Prefeitura de Jaú, a área total destruída pode ter chegado a 1 milhão de metros quadrados e Área de Preservação Permanente (APP) do Córrego da Onça, que nasce em Bocaina e deságua em Pouso Alegre de Baixo, em Jaú, foi atingida.
Em nota, o secretário municipal de Meio Ambiente, Amilcar Marcel de Souza, o Cecéu, estimou que cerca de 50% da área da APP foi atingida e declarou que o incêndio causou grande prejuízo à biodiversidade do local, matando veados, tatus, tamanduás, macacos e aves de diversas espécies, como canários-da-terra, pica-paus e sabiás, entre outras.
No domingo (18), o fogo destruiu área próximo à linha férrea que cruza a vicinal José Maria Verdini, via de acesso entre Jaú e o Distrito de Potunduva, e chegou a comprometer dormentes. Na terça-feira (20), a reportagem solicitou à assessoria de imprensa da Prefeitura de Jaú entrevista com o secretário de Meio Ambiente para fazer um balanço dos danos ambientais, mas, após dois dias, não obteve retorno.