A delegação do Brasil, composta por apenas quatro pessoas, desfilou na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Tóquio. Bruninho (vôlei) e Ketleyn Quadros (judô) foram os porta-bandeiras do país. A delegação também foi composta por Marco La Porta, chefe da missão do país, e uma funcionária administrativa.
O Brasil foi a 151º delegação a chegar ao Estádio Nacional de Tóquio. Todos usavam chinelos, e os dois atletas sambaram durante a entrada.
A decisão levou a um contraste. A maioria dos países esteve com um número considerável no desfile no Estádio Olímpico, algumas causando até certas aglomerações no local. O uso de máscara foi seguido à risca pela maior parte.
O ministro João Roma (Cidadania) acompanhou o evento na tribuna de honra, ao lado de outros líderes estrangeiros.
O principal argumento do COB (Comitê Olímpico do Brasil) para restringir o número foi que o deslocamento poderia expor desnecessariamente os esportistas, que começam oficialmente a competir neste sábado (24).
"A decisão foi tomada levando-se em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo, zelando assim pela saúde de todos os integrantes do Time Brasil", disse a entidade em nota na quinta.
Assim que o desfile terminou, os quatro deixaram o estádio de volta para a Vila Olímpica.
O COI (Comitê Olímpico Internacional) recomendou que pelo menos 20 pessoas estivessem presentes em cada país, mas não fez nenhuma imposição.
Décima segunda maior delegação nos Jogos, o Brasil destoou de todas as primeiras do ranking, deixando mensagem de preocupação com a Covid-19.