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Conjunto de problemas no DAE deixa quase 2 mil recortes abertos no asfalto

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Não é preciso andar muito pelas ruas de Bauru para encontrar um recorte aberto pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) sobre o asfalto e que não foi fechado. Para se ter ideia, até esta sexta-feira (23), o órgão contabilizava 1.985 buracos à espera de cobertura asfáltica. Problemas como a escassez de matéria-prima, a quebra de caminhões e a falta de pessoal desencadearam uma situação muito além do razoável, como define o próprio presidente da autarquia, Antonio Marcos Saraiva, dificultando a vida dos motoristas que trafegam pelas ruas do município.

O DAE explica que o recorte de asfalto é um procedimento necessário para reparar os tão recorrentes vazamentos de água pela cidade.

Saraiva diz que, logo que assumiu a presidência da autarquia, definiu como meta fechar os recortes abertos pelo DAE 24 horas após a execução dos reparos junto à rede de água. Hoje, porém, o serviço ocorre depois de até três meses dessas intervenções. "Nós tivemos um problema com a empresa que fornecia matéria-prima para a reposição asfáltica, cancelamos o contrato e recorremos a uma reserva, que não conseguiu oferecer a quantidade necessária, mas já acertamos com uma nova terceirizada e regularizamos a situação", explica.

Paralelamente, de acordo com o presidente do DAE, dois dos cinco caminhões que a autarquia utiliza para a reposição asfáltica quebraram. "Nós abrimos uma licitação para a aquisição das peças necessárias para o conserto, mas não houve qualquer interessado e estamos preparando um novo certame para a semana que vem", acrescenta.

Além disso, o DAE sofre com a escassez de mão de obra, principalmente, depois que os reeducandos que lá atuavam foram vedados de trabalhar fora em virtude da pandemia da Covid-19. "O edital para a contratação temporária de 20 trabalhadores, cinco para a limpeza e 15 para a reposição asfáltica, deverá ficar pronto dentro de 20 dias", prevê.

Todos esses impasses levaram o órgão a contabilizar, só no mês de junho deste ano, 2.340 recortes abertos à espera de reposição asfáltica. 

MUTIRÃO

Diariamente, a autarquia abre de 30 a 45 buracos e fecha de 70 a 80, quando não enfrenta problemas para executar o serviço, situação distante da realidade atual. Logo, o presidente do DAE afirma que o ideal seria que a fila de espera para a reposição asfáltica caísse dos quase 2 mil para 40 recortes abertos. Diante disso, a instituição programa um mutirão para este final de semana.

Na ocasião, os servidores, que deverão trabalhar em regime de horas extras, estarão focados na Vila Falcão, no Alto Paraíso, no Vista Alegre e na Vila Garcia, bairros que, segundo Saraiva, concentram o maior número de buracos.

O presidente do DAE espera que, se a autarquia conseguir resolver todos os problemas elencados por ele em tempo hábil, a meta imposta por Saraiva logo no início da sua gestão seja atingida dentro de até 90 dias.

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