Filho: Oi, pai, o senhor pode me explicar a origem do capitalismo?
Pai: Provavelmente, filho, começou por volta de 11 mil anos atrás, quando os humanos perambulavam por aí e os alimentos começaram a rarear na natureza. Enquanto alguns humanos insistiam em procurar o que comer, outros tiveram a percepção de se fixar e plantar. Plantaram, por exemplo, trigo, e mais tarde até montaram uma padaria para ajudar quem não plantou e terem algum ganho. O crescimento populacional foi acelerando, os problemas aumentando, e depois das padarias, surgiram os açougues, as marcenarias... Até que, na Revolução Industrial dos séculos 18 e 19, os avanços tecnológicos propiciaram um salto evolutivo enorme ao mundo. Da máquina a vapor vieram os trens, depois os carros, tornando o transporte mais rápido e confortável que os cavalos; dos teares mecânicos aumentou-se a produção de roupas, tornando-as mais baratas; dos refrigeradores ganhou-se a conservação dos alimentos por muito mais tempo. No século 20, vieram os aviões, computadores, smartphones etc.
Filho: Mas, pai, porque o termo "capitalismo"?
Pai: Enquanto a grande maioria das pessoas do povo não sabia o que fazer, filho, criações como (açougues, trens, celulares...) foram concretizados num ambiente de liberdade, em consequência da "visão de poucos". Como algumas criações passaram a exigir um bom capital ($) inicial, daí o termo "capitalismo". Mas hoje a ideia se ampliou, e o mote passou a ser criar algo que desperte interesse, pois, vendendo bem, todos envolvidos ganham de algum modo: quem investe, quem cria, os empregados, os clientes, ... e até o governo com os impostos, que são recursos para ser redistribuídos em benefício da própria sociedade. Assim, o capitalismo passou a ser um sistema econômico que, numa democracia, se caracteriza pelo fato das pessoas poderem investir em empreendimentos à sociedade (indústrias, padarias, shows...), visando algum benefício e lucro. Sua vantagem está no fato de que o próprio povo fica sempre atento às suas necessidades ou interesses, e a dinâmica estabelecida pelas múltiplas atividades criadas, faz o dinheiro circular mais, gerando muitos empregos e produtos, ocasionando um benefício coletivo.
Filho: Mas por que ocorrem as desigualdades sociais no capitalismo, pai?
Pai: Quem criar algo de qualidade, que desperte o interesse e com bom preço, sai em vantagem, filho! Conforme o empreendimento, uns vão ganhar mais, outros menos, o que resulta numa sociedade estratificada socialmente, em geral, variando na forma triangular (?). No topo está o pequeno grupo dos ricos, logo abaixo a classe média "de alta à baixa", depois os pobres, variando até extrema pobreza. Um equívoco que se comete é culpar o "rico investidor" por esta distribuição, como se ele tivesse se apropriado da maior parte da riqueza gerada. A verdade é que esta riqueza é adicional na sociedade (aumentando o PIB local) e, sua maior parte é usada em benefício dos outros, com empregos e produtos. Para se ter uma ideia, recentemente, estimou-se em pelo menos US$ 100 trilhões a riqueza total que Bill Gates produziu pelo mundo em 40 anos de benefícios na área de informática (empregos envolvendo computação, Internet... com ganhos em comunicação, rapidez, precisão, armazenamentos...), enquanto que para ele ficou 0,1% disso.
Filho: Mas muitas pessoas ainda questionam o capitalismo.
Pai: Quando ocorre um problema, isto se deve a uma falha pessoal, e não do "sistema", pois capitalismo é apenas a liberdade de todos empreenderem, segundo regras previstas em lei. Que mal há nisto? Falhas pessoais acontecem em qualquer sistema e se resolvem melhorando as "leis e a justiça". Não gostar do capitalismo agora é bem maroto, pois os avanços já foram feitos e estão consolidados, e na hora de usufruir de um "trem ou smartphone", só houve euforia. Eliminar o capitalismo, como Cuba, é um desastre, pois elimina a maior parte da riqueza, levando todo povo a um nível social abaixo da classe média, prejudicando até grande parte dos pobres. Veja a atual agonia de Cuba!
Filho: Mas a sociedade pode evoluir socialmente no capitalismo, pai?
Pai: Pode e deve, filho, mas é preciso equilibrar a geração da riqueza e sua distribuição. Para promover a "evolução social" no capitalismo, é bom saber que a renda das pessoas tem relação direta com a "habilidade e esforço" de cada um, mas também com as "oportunidades, educação e justiça" que o País oferece. As oportunidades são criadas pela dinâmica do próprio capitalismo, e os avanços dando uma atenção especial às imperfeições humanas. Por exemplo: a "incapacidade e ignorância" podem ser sanadas com boas escolas, propiciando maiores e melhores possibilidades de emprego; a "ganância e malandragem" podem ser inibidas com leis mais severas e Justiça mais atuante, diminuindo a "corrupção" e propiciando mais recursos ao governo para promover melhor redistribuição da riqueza. Tudo se confirma observando os 40 países do mundo (Dinamarca, Japão, Canadá, Áustria, ...) onde se melhor combina baixa desigualdade social (índice Gini) e alta renda per capta. Todos são capitalistas e democráticos, com receita vitoriosa e duradoura, sendo o trabalho e o mérito a base para a sociedade, e a preocupação com a educação, a justiça e a dignidade humana estão no centro das atenções.