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Calderano usa cubo mágico para desafiar hegemonia chinesa no tênis de mesa


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Para acreditar que é possível abalar a supremacia dos chineses no tênis de mesa, o brasileiro Hugo Calderano se propõe a desafios com cubo mágico e aproveita parte do seu tempo livre para aprender mandarim e jogar basquete, além de imaginar cenários que poderá encontrar nas partidas das Olímpiadas de Tóquio. "Preciso disso, é da minha personalidade buscar novos desafios. Se eu ficar só treinando às 9h e às 16h, vou ficar cansado física e mentalmente", diz o mesatenista.

Calderano sofreu recentemente com uma inflamação no ombro, em junho, mas reagiu com tranquilidade e refez, a partir do período inativo, sua estratégia: reduziu a carga de treinos e focou em uma rotina de preparação mental. "Muitas vezes eu me pego imaginando como vou estar jogando na quadra. Isso me prepara bastante mentalmente para a competição. Quando você já viveu aquele cenário na sua cabeça centenas de vezes, fica mais preparado."

O tênis de mesa entrou para programação das Olimpíadas desde os Jogos de Seul-1988. Desde então, das 32 medalhas de ouro em disputa até a Rio-2016, os chineses conquistaram 28. Além deles, somente a Coreia do Sul, por duas vezes em Seul-1988 e outra em Atenas-2004, e a Suécia, em Barcelona-1992, sagraram-se campeãs olímpicas.

Nas Olímpiadas do Rio, há cinco anos, o mesatenista caiu nas oitavas de final.  Sétimo colocado do ranking mundial, Calderano é uma esperança de medalha em Tóquio. Cabeça de chave número quatro em Tóquio, o mesatenista estrearia nesta segunda-feira (26) contra o esloveno Bojan Tokic - as disputas ocorrem no ginásio Metropolitano.

Os outros três cabeças de chave são os chineses Fan Zhendong, líder do ranking mundial, e Ma Long, número três do mundo e atual campeão olímpico, além do japonês Harimoto Tomokazu, quarto no ranking. Em 2018, Calderano conseguiu derrotar Zhendong por 4 sets a 2, com parciais de (11/6, 12/10, 4/11, 11/5, 9/11 e 11/9), pelas quartas de final do World Tour Grand Finals, torneio que reúne os 16 melhores do mundo.

"Acho que, fisicamente, sou um dos mais fortes e mais rápidos no circuito. Acredito que esse é o caminho para ganhar dos chineses. Se eu ficasse só na regularidade, só tentando colocar mais bolas na mesa do que eles, seria impossível ganhar deles", afirma Calderano.

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