Economia & Negócios

China e variante delta derrubam as Bolsas

FolhaPress
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São Paulo - As medidas de intervenção estatal anunciadas pelo governo chinês e o avanço no número de infectados pela nova variante delta do coronavírus trouxeram mais um dia negativo para os mercados globais. De um lado, há o temor de que novos lockdowns sejam necessários e o risco de que a recuperação econômica demore a acontecer diante do avanço do número de casos de Covid-19. De outro, os investidores estão receosos em relação a ameaças de intervenção da China nos mercados de tecnologia, imobiliário e de educação.

Recentemente os reguladores chineses publicaram uma norma dizendo que as escolas privadas serão convertidas e não poderão mais objetivar lucro. Além disso, também ordenou que companhias ligadas ao setor de tecnologia corrigissem supostas práticas anticompetitivas.

Com o cenário de maior aversão ao risco, Bolsas ao redor do mundo encerraram o dia no vermelho. No Brasil, o Ibovespa, principal índice acionário do país, perdeu os 125 mil pontos e encerrou em queda de 1,10%, aos 124.612 pontos.

Segundo Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, além do peso do mercado internacional, também pesou o dia de realização de lucro das commodities metálicas - como minério de ferro -, diante das altas vistas na véspera.

No Exterior, os índices americanos Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq encerraram com perdas de 0,24%, 0,47% e 1,21%, respectivamente. Na Europa, o Euro Stoxx 50, um dos principais índices acionários da região, encerrou em queda de 0,92%. As Bolsas da Inglaterra, da Alemanha e da França seguiram o mesmo caminho e tiveram perdas de 0,42%, 0,64% e 0,71%, respectivamente.

Ainda de acordo com os analistas, outro fator que pode ter influenciado nos mercados é a adoção de posições mais defensivas por parte dos investidores, na expectativa para o desfecho da reunião de política monetária do Federal Reserve (banco central americano), que acontece nesta quarta-feira (28).

No câmbio, após uma sessão volátil, o dólar encerrou estável em relação ao real, cotado em R$ 5,1750.

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