Há uma semana (quinta/22.07), escrevi nesta página perguntando onde estavam nossas "instituições" (MP e OAB) para se manifestarem sobre o caso "Fundão". Lógico que não recebi qualquer resposta e, tampouco, vi nas mídias algum tipo de posicionamento dessas instituições.
Aproveitei meu artigo para apresentar alguns cálculos para demonstrar o absurdo da medida pretendida por nossos 'zelosos' políticos. Agora, de posse de novas informações, pergunto novamente: Onde está o STF? Onde está a OAB Brasil e também a OAB São Paulo e OAB Bauru?
Onde estão os políticos e parlamentares de Bauru e região? Não bastasse a comparação dos valores destinados ao "fundão" x benefícios sociais, a Veja da semana passada (edição 2.747, nº 28, de 21.07) publicou matéria (pg. 44/45) sobre a educação, onde denuncia que foi atribuída ao Ministro de Educação a "missão" de passar a tesoura no orçamento da educação para 2021 no total de R$ 1,27 bilhões de reais sendo, ainda, que R$ 4,38 bilhões de reais destinados às instituições federais encontram-se "congelados", à espera de um "aumento de arrecadação" da União.
Notem que a parcela "congelada" mais o "corte" são inferiores ao total que se pretende destinar ao "fundão". Se tem dinheiro para o "fundão", por que a educação tem que esperar um aumento de arrecadação para sobreviver?
Alguns podem dizer: ah, mais vai haver veto! Cuidado! O que está sendo articulado é o veto de uma parcela que está sendo considerada como "extra", no valor de R$ 2 bilhões. Se assim ficar, o fundo será de R$ 4.000.000.000,00 (bilhões, são muitos zeros, não?), valor igual ao da verba "congelada" das instituições federais de educação. Alerto: ainda estará havendo um aumento em relação à última eleição de, aproximadamente, R$ 2.000.000.000,00.
Pergunta final: quem poderá nos proteger?
Chapolin?
O autor é colaborador de Opinião.