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Dimas Covas estranha estudo da Saúde sobre 3ª dose com Universidade Oxford

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, criticou o estudo do Ministério da Saúde para avaliar a aplicação de uma terceira dose em pessoas vacinadas com o imunizante CoronaVac contra a Covid-19.

De acordo com o diretor, o Butantan ficou sabendo do estudo pela imprensa, e afirmou ter achado "estranho" que a pesquisa fosse especificamente sobre a CoronaVac. "Isso me leva a ficar pensando que possa ter outra motivação por trás dessa decisão", disse.

"Na apresentação do ministro (Marcelo Queiroga) junto a uma pesquisadora foi dito que a CoronaVac seria testada em relação à terceira dose, porque tem uma queda de anticorpo, informações absolutamente erradas. A pesquisadora que estava ali infelizmente se enganou profundamente nas suas declarações", comentou Dimas, que classificou o estudo como extraoficial.

"Estranhei muito que o Butantan não ter sido pelo menos gentilmente ou educadamente comunicado que estaria sendo planejado um estudo", complementou Dimas.

A pesquisa, patrocinada pelo Ministério da Saúde, será realizada em parceria com a Universidade de Oxford e terá início nas próximas duas semanas. "Não temos publicação na literatura detalhada acerca de sua efetividade (da CoronaVac). As respostas precisam ser dadas através de ensaios clínicos", afirmou Marcelo Queiroga.

Entrega de doses

As declarações aconteceram nesta manhã de sexta (30), durante a entrega de mais 1,2 milhão de doses da janeiro deste ano. vacina do Butantan contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com a nova entrega, as liberações chegam à marca de 62,849 milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro.

Mantendo o apelo feito ao Ministério da Saúde nas últimas entregas, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e a coordenadora do Programa Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula, reforçaram o pedido para maior agilidade do órgão federal na entrega dos imunizantes da Pfizer e AstraZeneca.

Doria reforçou o apelo e disse que o governo já revisou por oito vezes volumes e datas de entrega, sem o cumprimento. "Isso evidentemente atrapalha e reduz a velocidade da vacinação não apenas em São Paulo, mas no Brasil", disse. "Ao anunciar volumes e datas, cumpra", acrescentou.

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